Por que a saúde no Rio de Janeiro atingiu o caos?

Pacientes ficam sem atendimento nos hospitais do Rio de Janeiro

A grave crise na saúde do Rio de Janeiro tem levado à morte pessoas que poderiam ser salvas pela rede médico-hospitalar. Nesta sexta-feira, o governo federal deve liberar uma ajuda emergencial de R$ 150 milhões para reduzir a tensão no sistema de saúde, com o pagamento de salários atrasados. Mas o problema não se resume à greve dos funcionários das organizações sociais, que respondem por quase toda atenção básica e por parte expressiva da rede municipal. O prefeito Marcelo Crivella afirma que a "crise é falsa", embora tenha pedido socorro ao presidente Jair Bolsonaro, seu aliado, e seja alvo de ação de arresto de R$ 300 milhões, determinada pelo Tribunal Regional do Trabalho, para o pagamento dos servidores. O Ministério Público e a Defensoria Pública chegaram a pedir a instalação de um gabinete de crise, que só foi negado pela Justiça porque o prefeito, contrário à ideia, não foi ouvido no processo. No Ao Ponto desta sexta-feira, a colunista Ligia Bahia, mestre em saúde pública e professora da UFRJ, e os repórteres Luis Ernesto Magalhães e Paulo Cappelli explicam como a cidade chegou a essa situação, para onde foi o dinheiro da prefeitura que falta na saúde e quais são as soluções possíveis para a atual situação.

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Publicado de segunda a sexta-feira, às 6h, nas principais plataformas de podcast e no site do GLOBO, o Ao Ponto é apresentado pelos jornalistas Carolina Morand e Roberto Maltchik, sempre abordando acontecimentos relevantes do dia.