Por trás dos números do coronavírus: Gabi guardava no sorriso a vontade de mudar o mundo

Gabriela Oliva*
Gabriela Santos Silva

“Você está vivo, esse é o espetáculo”, era a frase que Gabriela Santos Silva, de 27 anos, usava em seu perfil nas redes sociais. E foi assim que ela passou sua trajetória, celebrando. A moradora de Belford Roxo era conhecida pelo jeito cativante, carinhoso e meigo, refletido na sua determinação de transformar o mundo em um lugar melhor.

Assistente social na Superintendência de Proteção Social Básica do Rio, Gabi morreu na segunda-feira, vítima da Covid-19. Ela atuava em ações para mitigar os efeitos sociais da pandemia entre populações vulneráveis.

— A Gabi despertava o melhor em quem a conhecia, pois estava sempre disposta a fazer a diferença — diz Sheila Boechat, de 48 anos, sua colega de trabalho.

Amante de música pop e poesia, Gabi compartilhava pequenos gestos com quem amava. Por isso, sempre carregava balas e doces na bolsa — adorava guloseimas. Era vaidosa, gostava de maquiagens cor de rosa, apreciava perfumes marcantes e vestir estampas florais, que sintonizavam com sua personalidade romântica. Além disso, gostava de companhia para experimentar novas aventuras culinárias.

— Nos conhecemos em 2013, quando ela foi minha estagiária em Belford Roxo. Em 2019, nos reencontramos. Eu podia fazer várias coisas, mas quando ela chegava, eu parava. Ela chamava a atenção e tinha um carisma raro — lembra Sheila.

Era filha única, amada pelos pais, Edvaldo da Silva e Miar Santos, e seu noivo, Paulo Rogério.

*Estagiária, sob supervisão de Renan Damasceno


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