Por volta de benefício, Dogde encara levante da procuradores

Dodge enviou uma mensagem aos procuradores, no domingo (10), fazendo um “chamamento ao diálogo”. (Foto: Fátima Meira/Futura Press)

A procuradora-geral da República Raquel Dodge enfrenta um levante dentro de sua corporação e o motivo é remuneratório. As informações são dos blogs do jornalista Guilherme Amado, da Revista Época, e do blog do Josias de Souza, do portal UOL.

RECEBA AS PRINCIPAIS NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO NO SEU WHATSAPP

Procuradores que integram grupos de trabalho e coordenações estaduais ameaçam abandonar os cargos a partir desta segunda-feira (11). O grupo cobra a criação de um pagamento de gratificação por “acúmulo de funções” devido ao fim do auxílio-moradia de R$ 4,3 mil para juízes e procuradores, revogado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em dezembro do ano passado.

Na sexta-feira, o site Buzzfeed News mostrou que um motim contra Dodge vinha sendo planejado via Telegram, com procuradores entregando cargos que ocupam em grupos de trabalho e em coordenações nos estados.

Leia mais
Planalto monitora ala opositora da Igreja Católica

Em ofício endereçado aos colegas em pleno domingo, Dodge fez um chamamento ao diálogo. “Respeitosamente, entendo que o propósito de ‘defesa da integridade do Ministério Público Federal e de seus componentes’ dispensa a exposição gratuita da instituição à opinião pública, consequência natural de eventual entrega de funções por membros do Ministério Público, em razão da pauta de reivindicações apresentada.”

A chefe da PGR avaliou que a reivindicação dos procuradores pode colocar em risco a imagem do MPF. “Devo zelar para que a exposição pública já desencadeada pelo extravasamento de pauta reivindicatória corporativa – reitero – de difícil compreensão por formadores de opinião e pela sociedade, não seja compreendida como ato contrário à lei, nem desproporcional ao justo (…) Estarei atenta para que o movimento da classe — que está levando os jornalistas a pedirem esclarecimentos à PGR (…) — não leve ao descrédito de qualquer membro, nem da instituição.”