Porta-voz da Presidência contrai coronavírus e amplia leque de infectados no entorno de Bolsonaro

RICARDO DELLA COLETTA E DANIEL CARVALHO
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***FOTO DE ARQUIVO*** BRASILIA, DF,  BRASIL,  19-02-2019 - O porta voz do governo Bolsonaro, Otávio Rêgo Barros, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASILIA, DF, BRASIL, 19-02-2019 - O porta voz do governo Bolsonaro, Otávio Rêgo Barros, durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, 59, foi diagnosticado com o novo coronavírus.

Segundo a equipe do porta-voz, ele teve sintomas leves, mas está bem e cumpre o período de isolamento em sua casa.

"O general Rêgo Barros encontra-se em sua residência, cumprindo todos os protocolos recomendados e, até o momento, sem sintomas que mereçam maiores preocupações", afirmou o Palácio do Planalto, em nota.

Segundo sua agenda oficial, o último dia em que o porta-voz despachou no Planalto foi em 30 de abril, uma quinta-feira.

Rêgo Barros é mais um auxiliar próximo do presidente Jair Bolsonaro que contraiu a Covid-19.

O primeiro caso no Palácio do Planalto foi o do chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social), Fábio Wajngarten, diagnosticado com o vírus logo após o retorno da comitiva presidencial que viajou aos EUA no início de março.

Entre membros da comitiva oficial e pessoas que estiveram com Bolsonaro nos EUA, mais de 20 pessoas tiveram teste positivo para a doença.

Entre eles, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS); o diplomata Nestor Forster, indicado para o cargo de embaixador do Brasil em Washington; a advogada Karina Kufa, tesoureira do Aliança pelo Brasil; o número 2 da Secom, Samy Liberman; o chefe de cerimonial do Ministério de Relações Exteriores, Alan Coelho de Séllos; e o presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações), Sergio Segovia.

Dois ministros do governo já receberam teste positivo para o novo coronavírus: o general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

O próprio presidente Bolsonaro realizou dois testes para a Covid-19, mas, segundo ele, ambos deram negativo.

O primeiro foi feito em 12 de março e o segundo, no dia 17 do mesmo mês.

A Folha de S.Paulo solicitou ao Palácio do Planalto cópias dos exames clínicos feitos pelo mandatário, mas elas não foram fornecidas.

Bolsonaro trava uma disputa judicial para não ser obrigado a mostrar os resultados dos seus dois testes de coronavírus.

A Justiça Federal de São Paulo determinou que Bolsonaro entregue os resultados de todos os seus exames de detecção da Covid-19.

A decisão ocorreu após um pedido do jornal O Estado de S. Paulo.

Na quinta (30), segundo o jornal, a AGU (Advocacia-Geral da União) enviou um relatório médico de 18 de março atestando que Bolsonaro não tem a Covid-19, mas a juíza Ana Lúcia Petri Betto considerou o documento insuficiente e deu mais 48 horas para que os laudos sejam disponibilizados.

No entanto, no dia 2 de maio, o TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), em decisão liminar, suspendeu pelo prazo de cinco dias o cumprimento da determinação da juíza Petri Betto.