Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA defende urnas e diz que sistema eleitoral brasileiro é 'capacitado e testado'

O porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Ned Price, voltou a destacar a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. Durante pronunciamento à imprensa em Washington, nesta quarta-feira, ele afirmou que que as eleições no Brasil têm sido conduzidas “com sucesso” por um sistema “capacitado e testado ao longo do tempo”.

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Questionado sobre a impressão do governo americano após a reunião, na segunda-feira, do presidente Jair Bolsonaro com embaixadores, o porta-voz americano disse conversar “desde o ano passado” sobre a segurança eleitoral do Brasil com “altos funcionários brasileiros”.

Price destacou ainda que o sistema eleitoral brasileiro “serve de modelo para nações não só no hemisfério, mas além também”, e disse que o governo americano vai “acompanhar as eleições em outubro com grande interesse e total expectativa de que serão conduzidas de maneira livre, justa e com credibilidade”.

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— Isto é algo que conversamos, desde o ano passado, em privado, com altos funcionários brasileiros, mas também tornamos nossa posição conhecida publicamente. Nosso ponto é que as eleições têm sido conduzidas pelo sistema eleitoral brasileiro, capacitado e testado ao longo do tempo, e pelas instituições democráticas com sucesso há muitos anos. Serve de modelo para nações não só no hemisfério, mas além também — afirmou Price.

— Como um parceiro democrático do Brasil, nós vamos acompanhar as eleições em outubro com grande interesse e total expectativa de que serão conduzidas de maneira livre, justa e com credibilidade, com todas as instituições relevantes que exercem sua função constitucional — completou o porta-voz dos Estados Unidos.

A declaração acontece dois dias depois de Bolsonaro se reunir, na segunda-feira, com uma série de embaixadores. No encontro, ele fez uma apresentação com ataques ao sistema eleitoral, às urnas eletrônicas e a integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do TSE.

A iniciativa foi alvo de representações de partidos de oposição, que acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que sejam excluídos das redes sociais os vídeos em que o presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece atacando as urnas eletrônicas e o sistema eleitoral, feitas na reunião.

Nunca houve fraudes nas eleições brasileiras desde que as urnas eletrônicas foram implantadas, em 1996. Ao contrário do que o presidente disse, a contagem de votos é feita pelo próprio TSE.

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