Pós-Caboclo, CBF defende permanência de Tite e realização da Copa América

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RIO DE JANEIRO, BRAZIL - JUNE 01: Facade of the Brazilian Football Confederation (CBF) headquarters on June 01, 2021 in Rio de Janeiro, Brazil. CONMEBOL announced on Monday May 31 that Brazil will host the next Copa America, initially scheduled to be played in Colombia and Argentina. Due to an ongoing social crisis, Colombia was removed as co-host earlier this month and Argentina was pulled out at the last minute as the country faces a surge in COVID-19 cases. (Photo by Buda Mendes/Getty Images)
Fachada do prédio da CBF, no Rio de Janeiro (Buda Mendes/Getty Images)

Após o anúncio do afastamento de Rogério Caboclo, investigado por denúncia de assédio sexual e moral, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se move para manter Tite no comando da Seleção Brasileira e garantir que a Copa América seja realizada no país. A informação é do Globo Esporte.

Com o comando de Antônio Carlos Nunes, mais conhecido como Coronel Nunes, o grupo político que ainda tem ligações a Marco Polo Del Nero busca acertar as arestas com a própria Seleção, a Conmebol, as federações sul-americanas e também com o governo federal.

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De acordo com os repórteres Gabriela Moreira e Martin Fernandez, existe uma avaliação de que Tite gerenciou bem a crise instaurada nos últimos dias e que os jogadores estão unidos com o técnico, algo que ficou claro durante a vitória da Seleção sobre o Equador na última sexta (4), em jogo válido pelas Eliminatórias da Copa de 2022. 

Durante o fim de semana, surgiu uma especulação de que Caboclo tinha prometido ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que demitiria Tite, que apoia a posição dos jogadores de não disputar a Copa América, para dar lugar a Renato Gaúcho, notório apoiador de Bolsonaro.

Quem é o presidente interino da CBF?

Coronel da reserva da Polícia Militar do Pará, Antônio Carlos Nunes tem 82 anos e assumiu interinamente a confederação por ser o vice-presidente mais velho da gestão de Caboclo. Não é a primeira vez que ele comanda a CBF.

De fevereiro de 2017 a abril de 2019 ele ficou no cargo mais importante do futebol brasileiro. Entrou após Marco Polo Del Nero ser banido do futebol. Saiu quando Caboclo tomou posse.

Antes disso, já havia ficado 150 dias na função, em 2016, quando Del Nero se licenciou após ser indiciado pela Justiça dos Estados Unidos no caso que ficou conhecido como Fifagate.

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