Posse de Lula repercute na imprensa internacional

A cerimônia de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de seu vice Geraldo Alckmin (PSB) repercutiu na imprensa internacional. A ausência no evento do ex-presidente Jair Bolsonaro, que viajou para a Flórida, e o clima de tensão foram destaques nas reportagens publicadas no exterior.

"Milhares se reúnem para posse de Lula em um Brasil tenso", destacou o jornal americano The Washington Post. A reportagem chama atenção para a presença de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em frente a quartéis e para as chances de violência durante o evento.

"A ameaça de potencial violência não muito longe do Palácio do Planalto, onde Lula seria empossado para um terceiro mandato como presidente do país mais populoso da América Latina, foi um forte lembrete da divisão no país que ele agora tem a tarefa de governar", escreveu o jornal americano.

O The New York Times, por sua vez, chamou atenção para a viagem do ex-presidente Bolsonaro para a casa do lutador José Aldo nos Estados Unidos. "Enfrentando várias investigações de seu tempo no cargo, Bolsonaro voou para Orlando na noite de sexta-feira e planeja ficar na Flórida por pelo menos um mês", explicou o veículo americano.

O jornal americano destacou os impactos da ausência de Bolsonaro na passagem de faixa presidencial. Segundo o veículo, a tradicional cerimônia é um "importante símbolo da transição pacífica de poder em um país onde muitos ainda se lembram dos 21 anos de ditadura militar encerrada em 1985".

A emissora britânica BBC também chamou atenção para a ausência de Bolsonaro na cerimônia, assim como para os temores que apoiadores do ex-presidente provoquem violência e tumultos durante este domingo.

"Brasília prometeu enviar "100%" de sua força policial - cerca de 8.000 policiais - para a cidade em meio a temores de que alguns apoiadores de Bolsonaro possam tentar interromper os procedimentos", escreveu a BBC.