Post Malone: novo disco é montanha russa de emoções, na medida para o palco

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Com pouco mais de sete anos de carreira fonográfica, o rapper americano Post Malone é hoje uma das maiores estrelas musicais do mundo. Trata-se do 18º maior artista do Spotify, do responsável por 26,5 bilhões de streams on-demand só nos Estados Unidos e do dono da turnê de r&b e hip hop mais rentável de 2019 (o ano anterior à pandemia de Covid-19). Atração principal do Rock in Rio no dia 3 de setembro, ele promete chegar com mais força ainda, graças ao seu quarto álbum: “Twelve Carat Toothache”, lançado esta sexta-feira no streaming.

Primeiro álbum do artista de 26 anos desde “Hollywood´s bleeding”, de 2019, o novo disco acrescenta ao seu catálogo mais um punhado de canções fortes, com emoção em alta, numa zona musical em que as distinções entre rap, rock e pop deixam de fazer sentido.

Post Malone conseguiu sintetizar num disco até curto para os dias de hoje (14 faixas em 45 minutos de duração) aquela que era a sua intenção, expressa em entrevista à revista “Billboard”: a de falar mais “sobre como estou me sentindo no momento: os altos e baixos e a desordem e o aspecto bipolar de ser um artista no mainstream”.

Totalmente confessional (e aparentemente sem medo de ser mal-interpetado), o rapper faz como muitos de seus contemporâneos do emo-rap e recorre às letras do disco como uma espécie de terapia.

Não por acaso, “Twelve Carat Toothache” abre com uma dolorida balada de piano, “Reputation”, uma das várias canções do disco em que ele faz menção a sua turbulenta relação com o álcool (”bebi isso tudo só para vomitar”) e carrega no autopiedade (“isso é o que seu, não posso ser mais ninguém”). No mesmo formato (embora mais bonita), “Waiting for a miracle” traz um Post Malone desesperado, implorando a Deus para que alivie o seu sofrimento.

O impressionante no disco é que o rapper consiga ir tão rápido para outros lados. “I like you (a happier song)”, com Doja Cat, é quase uma faixa de boy band: alegre, com brincadeiras e citações a artistas como Celine Dion, Jane Birkin, Chaka Khan e o grupo Rufus. “Wrapped around your finger” não é aquela famosa música do Police, mas tem sabor refrescante de anos 80 e um refrão memorável, apesar da letra depressiva.

Pelo mesmo caminho, retrô e alegre/triste, seguem “When I'm alone” e “One right now” (primeiro single do disco, lançado ano passado, em parceria com o astro canadense The Weeknd). São duas faixas que empolgam, apesar do extremo rancor que Post Malone destila nas letras.

Montanha russa de estilos e sentimentos, “Twelve Carat Toothache” consegue ainda sem folk e delicado (até poeticamente) em “Lemon tree”, raivoso e pesado em “Insane” e “Love hate letter to alcohol” e climático em “Wasting angels” e “Euthanasia”. Ou seja: eis aí material de sobra para se somar aos hits do artista (como “rockstar”, “Circles” e “Sunflower”) num espetáculo para arrastar multidões.

Cotação: Bom

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