Postagens sobre morte de Pelé alcançam 2 bilhões de visualizações pelo mundo

Pelé viveu boa parte do tempo numa época de mundo analógico, dias em que popularidade e importância eram medidas por exemplares vendidos ou pontos de audiência. Oitenta e dois anos depois, morreu na era das redes sociais e das métricas como indicativos do que é relevante ou não no planeta. Sua morte acabou proporcionando mais uma prova de sua grandeza. O maior jogador de todos os tempos tem sido o assunto mundial desde o dia 29, quando faleceu.

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Levantamento da Quaest Pesquisa e Consultoria, a pedido do GLOBO, mostra que, entre o óbito e a última terça-feira, quando ocorreu o sepultamento, o tema da morte de Pelé alcançou 2 bilhões de visualizações nas redes sociais. Até a consolidação da amostragem, foram 954 milhões de menções em Twitter, Facebook e Instagram.

Os dados ressaltam a amplitude da figura do Rei do Futebol e de sua morte. Eles tiveram menções em 170 países diferentes. Os dois que mais abordaram a perda foram o Brasil e os Estados Unidos, os dois lugares onde Pelé passou maior parte de sua vida.

O Brasil concentra mais de um terço de todas as menções - 38%. Os Estados Unidos aparecem em seguida, com 14%.

Completam o top-10 de países com mais menções ao falecimento México (onde Pelé é idolatrado desde seu desempenho pela seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970), França, Colômbia, Argentina, Espanha, Reino Unido, Venezuela e Nigéria.

No país africano, o interesse é especial, remete ao episódio de quando o Santos de Pelé foi fazer uma excursão pelo país, em 1969, e conseguiu interromper a guerra no país africano.

A nuvem de palavras ligada a Pelé inclui palavras em português, inglês e espanhol. O termo "Rei Pelé" foi o mais recorrente. Outras palavras que se repetiram foram "inspiração", "amor", "legado", "eterno".