Postos de trabalho no setor cultural aumentam 14% no terceiro trimestre, mas renda diminui

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O setor cultural ganhou 868,3 mil novos postos de trabalho entre julho e setembro deste ano e fechou o terceiro trimestre com 7.181.707 milhões de profissionais empregados, 14% a mais do que no mesmo período de 2020. Também houve crescimento de 5% em comparação ao segundo trimestre de 2021. De acordo com o Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural, divulgado nesta segunda-feira (27), o número de trabalhadores da cultura já é maior do que antes da pandemia. Em março de 2020, o setor somava 6.843.455 profissionais empregados.

Os trabalhadores da cultura são divididos em três grupos: especializados, que atuam diretamente no setor criativo (artesanato, artes cênicas, artes visuais, cinema, música, fotografia, rádio, TV e museus e patrimônio); de apoio, cujas ocupações não são consideradas criativas (contadores, advogados etc.), mas que prestam serviços ao setor cultural; e incorporados, ou seja, trabalhadores criativos que atuam em outros setores da economia (publicidade, arquitetura, moda, design, produção editorial etc.). O maior aumento de vagas foi registrado entre os trabalhadores de apoio: 20% (417,1 mil novas vagas). Os postos ocupados por trabalhadores especializados e incorporados cresceram, respectivamente, 13% (336,6 mil) e 6% (114,8mil).

Segundo Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultura, o crescimento expressivo de vagas na economia criativa é resultado do avanço da vacinação, "quepermitiu a retomada das atividades com a reabertura do setor e uma maiorconfiança do público".

No entanto, os postos de trabalho informais cresceram mais do que os formais: 15% contra 13%. Os profissionais com carteira assinada correspondem a 62,5% do setor cultural (4,48 milhões). Os informais somam 37,5% (2,69 milhões).

A renda média dos trabalhadores da cultura também caiu. Em valores atualizados pela inflação, a renda média mensal de um trabalhador do sexo masculino era de R$ 4.775,00, no terceiro trimestre de 2020, e de R$ 3.999,00 no mesmo período deste ano (queda de 16%). A renda média das trabalhadoras do sexo feminino caiu menos: 5%, foi de R$ 2.615,00 para R$ 2.406,00.

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