Postulantes para suceder Jacinda Ardern na Nova Zelândia têm de apresentar candidaturas até sábado

Primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, durante entrevista coletiva em Sydney

Por Lucy Craymer

WELLINGTON (Reuters) - As indicações de candidatos para substituir Jacinda Ardern como premiê da Nova Zelândia devem ser apresentadas até as 9h de sábado, no horário local, antes da votação para a liderança no domingo, disse o líder-assistente do Partido Trabalhista em um comunicado por e-mail nesta sexta-feira.

Ardern, de 42 anos, disse na quinta-feira que "não tinha mais nada no tanque" para continuar liderando o país e que renunciará até o início de fevereiro e não buscará a reeleição.

Seu partido tem tido problemas nas pesquisas, com um levantamento do Sindicato dos Contribuintes-Curia divulgado nesta sexta-feira exibindo dados anteriores ao anúncio de Ardern, que viu a popularidade do partido cair para 31,7%, enquanto o Partido Nacional da Nova Zelândia, da oposição, obteve apoio de 37,2% dos entrevistados.

Não há um sucessor claro para Ardern e comentaristas apontam vários ministros como possíveis candidatos para o cargo, incluindo Chris Hipkins, o ex-ministro da Covid-19 e atual ministro da Educação e Polícia, a atual ministra da Justiça, Kiri Allan, e o ministro dos Transportes, Michael Wood.

Hipkins disse ao veículo de notícias Newshub nesta sexta-feira que espera que os legisladores trabalhistas cheguem a um consenso sobre um novo candidato, mas se recusou a dizer se planeja concorrer.

Ardern disse à imprensa no aeroporto de Napier nesta sexta-feira que pretente permanecer neutra durante a eleição.

"Acho que o mais importante é nos concentrarmos no processo", disse ela.

Se um candidato não conseguir obter dois terços dos votos disponíveis no domingo, a disputa pela liderança será decidida por todos os membros do partido.

O líder-assistente do Partido Trabalhista, Duncan Webb, disse em comunicado que, para ser indicado, um candidato deve ter o apoio de pelo menos sete parlamentares e que sua indicação deve ser recebida antes do prazo.

O vencedor se tornará primeiro-ministro até a próxima eleição geral. O mandato de Ardern como líder terminará no máximo em 7 de fevereiro e uma eleição geral será realizada em 14 de outubro.

(Reportagem de Lucy Craymer)