Potências agrícolas prometem garantir segurança alimentar mundial apesar da guerra, mas Brasil fica de fora

Várias potências agrícolas, incluindo União Europeia (UE), Estados Unidos, Canadá e Austrália, comprometeram-se nesta sexta-feira (6) a garantir a segurança alimentar no mundo, apesar dos problemas provocados pela invasão russa da Ucrânia. Alguns grandes produtores, como o Brasil, ficaram fora da iniciativa.

"Nos comprometemos a trabalharmos juntos para garantir que haja comida em uma quantidade que seja suficiente para todo mundo, incluindo os mais pobres, os mais vulneráveis e as pessoas deslocadas", escreveram os 51 membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), em um comunicado conjunto.

Os produtores também prometeram que vão manter os mercados agrícolas "abertos, previsíveis e transparentes, sem impor medidas comerciais restritivas que sejam injustificadas" sobre os produtos agroalimentares, ou sobre produtos-chave para a produção agrícola.

Os países signatários — com exceção de grandes produtores como Argentina e Brasil — também enfatizam que as medidas emergenciais adotadas para lidar com a situação devem causar o menor número possível de distorções e ser temporárias, específicas e proporcionais.

Eles também pedem que os produtos comprados pelo Programa Mundial de Alimentos (PAM), que está na linha de frente para tentar compensar os prejuízos nos mercados de grãos e de óleo por causa da situação na Ucrânia, estejam isentos de qualquer restrição, ou de proibição de exportação.

O presidente russo Vladimir Putin disse várias vezes nas últimas semanas que os países ocidentais não conseguiram prejudicar a economia russa com as sanções.


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