Pote de ouro? Legalizar maconha poder render U$5 bi por ano à Alemanha

·1 min de leitura
Funcionário de laboratório que trabalha com medicamentos a base de maconha na Alemanha

BERLIM (Reuters) - Legalizar a maconha pode proporcionar à Alemanha uma renda de impostos e uma economia de gastos de cerca de 4,7 bilhões de euros, e criar 27 mil empregos novos, apontou uma pesquisa divulgada nesta terça-feira, enquanto políticos estudam as regras para o setor florescente.

O aspirante a chanceler Olaf Scholz e seus correligionários de centro-esquerda do Partido Social Democrata (SPD) estão conversando com os Verdes e com o pró-mercado Partido Liberal Democrata (FDP) para compor uma coalizão tripartite.

Negociadores do SPD, dos Verdes e do FDP ainda estão acertando os detalhes do acordo de coalizão, incluindo regras segundo as quais a venda e o uso de maconha recreativa seriam permitidos e regulamentados na maior economia da Europa.

Encomendada pela associação alemã de cânhamo, a pesquisa do Instituto de Economia de Concorrência (Dice) da Universidade Heinrich Heine de Duesseldorf mostrou que legalizar a maconha poderia gerar uma renda de impostos adicional de cerca de 3,4 bilhões de euros por ano.

Ao mesmo tempo, ela poderia proporcionar uma economia de gastos de 1,3 bilhão de euros por ano na polícia e no sistema judiciário e criar dezenas de milhares de vagas na economia da maconha.

Legalizar a erva na Alemanha ainda daria um impulso em um mercado europeu crescente que se acredita estar valendo mais de três bilhões de euros em renda anual até 2025, bem mais do que os cerca de 400 milhões de euros deste ano, de acordo com o Relatório Europeu da Maconha da empresa de pesquisa Prohibition Partners.

O uso da maconha para fins medicinais é legal na Alemanha desde 2017.

(Por Michael Nienaber)

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos