Sem apresentar provas, Bolsonaro diz que máscara é "pouco eficaz" contra Covid-19

Colaboradores Yahoo Notícias
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Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mentiu ao dizer que máscaras são “pouco eficazes” no combate ao novo coronavírus. O chefe do Executivo ainda questionou sem provas a CoronaVac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

“Que preocupação com a vacina, hein? Na marra, inclusive... Olha só! Será que tem algum interesse outro por baixo, escondidinho aí?”, disse Bolsonaro a apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada, na última sexta-feira (27). Ele reforçou a narrativa de que não tomará o imunizante porque “não é obrigado”.

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Uma das apoiadoras questionou o uso da máscara, e o presidente mentiu: “A última coisa que falta eu acertar é a máscara. Quando você pega na máscara já contamina, já não tem... e aperta na mão do outro, e não sei o que, e entra no ônibus. E essa máscara é pouco eficaz. Já tem alguns médicos que estão falando que é um percentual baixo de eficácia”.

A máscara é considerado item indispensável para o controle do contágio por coronavírus nas grandes cidades, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). O equipamento de proteção, inclusive, é recomendado pelo Ministério da Saúde, embora o presidente insista em duvidar de todas as normas de segurança adotadas pela entidade global e pela pasta federal (tanto que demitiu dois ministros).

Em sua live semanal, custeada pelo contribuinte, o presidente afirmou que a eficácia da máscara será “o último tabu a cair” em relação à pandemia.

“A questão da máscara, não vou falar muito porque ainda vai ter um estudo sério falando da efetividade da máscara, se ela protege 100%, 80%, 90%, 10%, 4% ou 1%. Vai chegar esse estudo. Acho que falta apenas o último tabu a cair”, afirmou erroneamente.