Poupança guarda R$ 1 trilhão dos brasileiros, mas investimento perde popularidade

·2 minuto de leitura
Close up of man holding pink piggybank while woman putting coin in it. Indian young couple saving money for their wedding. Close up of woman hand putting euro money in piggy bank to save for the purchase of an house.
Número de usuários da poupança caiu 8% em 2020, em relação a 2019
  • Brasileiro ampliou investimentos para além da poupança

  • Número de usuários da poupança teve queda de 8% em 2020

  • Pesquisa foi feita pela Anbima, em parceria com o Datafolha

Apesar de guardar mais de R$ 1 trilhão dos brasileiros e ainda ser preferência nacional, a poupança perdeu espaço pela primeira vez para outros investimentos - como ações, títulos privados e fundos - em 2020, de acordo com “Raio-X do Investidor Brasileiro”, da Anbima (Associação Nacional das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), em parceria com o Datafolha. As informações são do Valor Investe.

Leia também:

Ainda no topo do levantamento, a poupança foi usada por cerca de 30 milhões de investidores das classes A, B e C que participaram da pesquisa, o que corresponde a 29% do total, uma queda de 8% em comparação a 2019. 

Entre os que conseguiram poupar, 53% investiram em produtos financeiros, representando um aumento de 11% em relação a 2019. Esse total ultrapassa pela primeira vez a soma de todas as outros destinos dados ao dinheiro guardado.

Segundo a Anbima, o motivo para 38% dos brasileiros investirem em 2021 em produtos financeiros é o retorno, enquanto 27% responderam que só usarão o dinheiro em situações de emergências. Já 26% falaram em comprar um imóvel, enquanto apenas 10% disseram que vão poupar para a aposentadoria. A fatia de quem gostaria de trocar de automóvel é de 10%.

Além da poupança

As classes mais abonadas foram as que mais fizeram investimentos além da poupança. Na Classe A, o aumento do uso desses produtos financeiros foi de 20%, enquanto na B foi para 28,6%, alta de 7,2%. Já na C, não houve alteração e a parcela continuou em 12,6%. 

Este último setor puxou para baixo a proporção de investidores, com 70,1% deles não se reconhecendo como brasileiros que investem seu dinheiro. Enquanto isso, na classe A, 71,6% se reconhecem como investidores e a fatia chega a 54,3% na B.

De acordo com o superintendente de comunicação, certificação e educação de investidores da Anbima, Marcelo Bili, existe uma diferença entre o que a classe C está passando durante a pandemia da covid-19. “Para o futuro, tem que se observar se foi a pandemia que bloqueou um pouco o movimento da classe C, já que ela sofreu mais do que as outras, ou se ainda falta incentivo, mais informação, se é necessário mais educação financeira ou produto com apelo para acessar essa classe”, pondera.

Entre 17 de novembro de 2019 e 17 de dezembro de 2020, participaram da pesquisa 3.408 brasileiros economicamente ativos - a partir dos 16 anos - das classes A, B e C.