‘Povo brasileiro não será cobaia de ninguém’, diz Bolsonaro sobre vacina contra coronavírus

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Brazilian President Jair Bolsonaro delivers a speech after holding a meeting with US National Security Advisor Robert O'Brien at Itamaraty Palace in Brasilia, on October 20, 2020. - The United States and Brazil signed three agreements Monday they said would expand and deepen their existing trade deal, the latest bonding moment under Presidents Donald Trump and Jair Bolsonaro. The new protocol adds chapters on facilitating trade, regulatory practices and anti-corruption measures. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Jair Bolsonaro negou compra de vacina após ser pressionado por apoiadores (Foto: Evaristo Sá/AFP via Getty Images)

Um dia após o ministério da Saúde anunciar que compraria milhões de doses da Coronavac, vacina contra o coronavírus do laboratório chinês SinoVac, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que os brasileiros não serão “cobaias”.

“Para o meu governo, qualquer vacina, antes de ser, disponibilizada à população, deverá ser comprovada cientificamente pelo ministério da Saúde e certificada pela Anvisa. O povo brasileiro não será cobaia de ninguém”, escreveu o presidente nas redes sociais.

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A manifestação foi feita após apoiadores do presidente cobrarem fortemente uma posição de Bolsonaro sobre a compra da vacina, testada no Brasil em parceria com o Instituto Butantan.

“Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem. Diante do exposto, minha decisão é a de não adquirir a referida vacina”, declarou.

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A CoronaVac está na terceira e última fase de testes. Segundo o governo de João Doria, entre os 9 mil voluntários que estão participando do programa, 35% tiveram efeitos adversos leves e nenhum teve efeitos colaterais graves. A previsão do governo paulista é de que, até dezembro, a Anvisa aprove a imunização.

Na última terça-feira, 20, Doria havia se reunido com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Depois da conversa entre os dois, veio o anúncio da compra. Apoiadores de Bolsonaro, que veem o governador de São Paulo como opositor, agora pedem que Pazuello seja retirado do cargo.

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