PP pode sair de bloco para tirar um membro do MDB da CPI da Covid

JULIA CHAIB
·1 minuto de leitura

FOLHAPRESS - O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), estuda tirar o partido de um bloco do Senado do qual faz parte junto com o Republicanos e o MDB. Na prática, se a mudança for efetivada, o MDB pode perder uma das três cadeiras que tem na CPI. Isso porque o bloco ficaria menor e, assim, pela lógica da proporcionalidade poderia ter de abrir mão de uma das vagas na comissão. Os emedebistas são representados na CPI por Renan Calheiros (MDB-AL), Eduardo Braga (AM), que são titulares, e Jader Barbalho (PA), que é suplente. Este último parlamentar, que está na suplência, é quem deverá ter de deixar o colegiado. Todos os integrantes do MDB na CPI são independentes ou oposição. Ciro Nogueira será uma das principais vozes do governo na CPI. Como as estratégias aplicadas até aqui para tentar tirar Renan da relatoria falharam, o objetivo do Planalto é minimizar danos e daí vem a tentativa de diminuir o número de cadeiras do MDB. O presidente do PP só fará o movimento se tiver certeza que não perderá ele próprio a única vaga que tem na CPI e é ocupada por ele próprio. Caso o PP de fato deixe o bloco, Renan também ficará ameaçado na função de líder da maioria do Senado. Isso porque há chances de o bloco que ele integra não ser mais o maior da Casa. O MDB teve direito a indicar o relator na CPI por ser o maior partido, com 15 senadores, já o Republicanos tem dois representantes, e o PP, sete parlamentares.