Pré-candidato de Bolsonaro, Castro mira em Freixo e defende massacre no Rio

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***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 03.09.2020 - O governador interino do RJ, Cláudio Castro, fala com a imprensa ao deixar o Ministério da Economia, após reunião com o ministro Paulo Guedes. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 03.09.2020 - O governador interino do RJ, Cláudio Castro, fala com a imprensa ao deixar o Ministério da Economia, após reunião com o ministro Paulo Guedes. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Disposto a conquistar o voto bolsonarista nas eleições de 2022, o governador do Rio, Cláudio Castro (PSC), atacou, nesta terça-feira (11), o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), ao defender a operação policial que, na quinta-feria (6), fez 28 vítimas na favela do Jacarezinho, zona norte do Rio.

Castro e Freixo são pré-candidatos ao Palácio Guanabara. Enquanto Freixo articula uma aliança de centro-esquerda, o governador do Rio tenta se consolidar com candidato da centro-direito. A exemplo do antecessor, Wilson Witzel, de quem foi vice, Castro usará a segurança pública como mote.

Hoje, ele tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para a disputa de 2022 e tenta se viabilizar eleitoralmente para não perder esse patrocínio.

Na tarde desta terça-feira, ao discursar no 6 Batalhão de Polícia Militar, Castro criticou o pedido de abertura de CPI, apresentado pelo deputado David Miranda (PSOL), para investigar o massacre.

"Depois de uma operação feita para cumprir mandados judiciais, eles acham que vão meter medo na gente, vão fazer com que a polícia deixe de fazer o seu trabalho, querendo inventar CPI ou pedido impeachment. Seu Marcelo Freixo e a sua trupe do PSOL, podem pedir quantos impeachments forem que a polícia fará o seu trabalho. Temos uma grande missão hoje aqui, que é libertar o nosso povo. Libertaremos nosso povo, inclusive, de vocês", discursou ele.

Apesar de repetir que não pretendia tirar dividendos eleitorais da operação, Castro disse que a população fluminense mostrou, nas eleições de 2018 -quando se elegeu vice de Witzel-, que a segurança é a prioridade.

"A nossa população, principalmente das comunidades, não aguenta mais ficar sob o jugo de milícia e do tráfico. A nossa população, já nas últimas eleições, deu o seu recado: que a segurança pública é prioridade", afirmou.

Ao anunciar a ampliação de um programa de segurança no estado, o governador disse ainda que esse foi grande tema da eleição de 2018. "Não estou politizando, não. O resultado da eleição é o resultado do que o povo quer."

Em mais um recado endereçado aos adversários, Castro disse que não adianta querer antecipar 2022. "Estamos falando de segurança, do direito de ir e vir das pessoas".

À noite, Castro publicou, nas redes sociais, trechos de seu discurso, feito no anúncio da ampliação de um programa de segurança no estado. O governador comentou:

"A despeito das críticas de alguns, preferimos respeitar a vontade da população do RJ. Não nos acovardaremos diante do terror e ameaça de grupos armados, muito menos diante do proselitismo político que não traz resultado algum para as necessidades da população."

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