Prédio que caiu no Rio das Pedras não teve construtora, engenheiro ou arquiteto, diz testemunha

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Um autônomo, que morou no Rio das Pedras e que chegou a trabalhar como pedreiro para o comerciante Genivan Gomes Macedo, contou que o prédio que desabou, na madrugada desta quinta-feira, começou a ser construído há cerca de 15 anos, tendo tido o quarto pavimento finalizado há aproximadamente oito. Em depoimento prestado na 32ª DP (Taquara), ao qual O GLOBO teve acesso, ele afirmou que nenhuma construtora foi contratada tampouco a obra teve acompanhamento de um engenheiro ou um arquiteto. 

De acordo com o termo de declaração, ele disse acreditar que o imóvel não esteja devidamente regularizado junto aos órgãos fiscalizadores nem possuiu autorização pra construção ou ampliação. O rapaz disse também que Genivan tem um “pequeno conhecimento em construção”, tendo trabalhado como ajudante de pedreiro em uma construtora, onde desempenhou diversas funções até pedir demissão e iniciar seu próprio empreendimento - um mercadinho na Gardênia Azul. O estabelecimento foi vendido recentemente e ele iria se aposentar e mudar para a Paraíba. 

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Ainda segundo o depoimento, o prédio tinha quatro andares. No térreo, eram duas lojas, uma delas estava fechada e na outra funcionava uma lan house. No segundo andar, moravam o filho de Genivan, Natan Gomes de Souza, que morreu; sua neta, Maitê Gomes Abreu, que também não resistiu aos ferimentos; e sua nora, Maria Quiara Abreu Moita, que está internada. No terceiro andar, sua filha Nataniela Gomes de Souza e o companheiro, Jonas Rodrigues de Souza. Já no andar, residiam sua ex-mulher, Antonia Conrado Souza e a filha, Antonia Tatiana Conrado de Souza. 

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