Prévia da inflação desacelera e fica em 0,13% em julho, aponta IBGE

A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15), desacelerou na passagem de junho para julho. O indicador ficou em 0,13%, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. É a menor variação mensal desde junho de 2020 (0,02%).

O resultado também aponta para um recuo em relação ao mês de junho, quando avançou 0,69%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 5,79% e, em 12 meses, de 11,39%, abaixo dos 12,04% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Os preços do IPCA-15 foram coletados de 14 de junho a 13 de julho. Para o IPCA fechado de julho, economistas esperam deflação em função da redução do ICMS sobre os preços dos combustíveis e energia elétrica, quando o efeito será captado integralmente. O resultado será divulgado pelo IBGE no dia 9 de agosto.

Seis dos nove grupos pesquisados registraram alta em julho. O maior impacto individual veio do leite longa vida, que subiu 22,27% no mês e contribuiu para o avanço de 1,16% do grupo Alimentação e bebidas. Derivados como requeijão (4,74%), manteiga (4,25%) e queijo (3,22%) também pesaram mais.

Os preços das frutas, que haviam tido queda de 2,61% em junho, agora tiveram alta de 4,03%. O feijão-carioca, por sua vez, subiu 4,25% e o pão francês 1,47%. Com isso, a alimentação no domicílio avançou 1,12% em julho. Houve ainda aceleração na alimentação fora do domicílio, que teve alta de 1,27% em julho, ante 0,74% do mês anterior. O lanche subiu 2,18% e a refeição avançou 0,92%, variações superiores às registradas em junho de 1,10% e 0,70%, respectivamente.

Já o grupo Vestuário avançou 1,39% no mês, puxado pelas roupas masculinas, cujos preços subiram 1,97% em julho. No ano, o grupo acumula alta de 11,01%, bem acima da inflação geral. Os preços dos calçados e acessórios, assim como das roupas femininas, também subiram em julho: foram registradas altas de 1,57% e 1,32%, respectivamente.

Os grupos Transportes e Habitação recuaram -1,08% e -0,78% no mês, contribuindo com - 0,36 ponto percentual no índice. O resultado foi puxado pela redução das alíquotas de ICMS sobre combustíveis, energia elétrica e comunicações, que provocou um recuo nos preços.

A gasolina teve uma redução de 5,01%, enquanto o etanol caiu 8,16%. Já a energia elétrica residencial caiu 4,61%, puxada pela redução de ICMS em várias regiões. Em Goiânia, o ICMS caiu de 29% para 17%, levando o resultado de energia elétrica na área a uma queda de 12,02%. Em Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), os recuos nas variações mensais também foram superiores a 10%.

Analistas projetam que a inflação fique acima da meta pelo segundo ano seguido. O centro da meta de 2022 é de 3,5% e o teto é de 5%. As estimativas dos analistas do mercado financeiro, porém, melhoram nesta última semana.

Segundo mediana das expectativas do Boletim Focus, do Banco Central, o IPCA deve terminar o ano em 7,30%. Por outro lado, para 2023, a projeção subiu pela décima sexta semana seguida: economistas preveem IPCA de 5,30% contra projeção de 4,91% há um mês.

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