Prévia do PIB avança 0,18% em novembro, diz Banco Central

Renata Vieira
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve recuo de 0,73% em fevereiro na comparação com o mês anterior

BRASÍLIA - A economia brasileira registrou um ligeiro avanço ao final de 2019. De acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), no mês de novembro do ano passado, a alta foi de 0,18% na comparação com outubro, conforme divulgou o Banco Central nesta quinta-feira. Foi o quarto mês consecutivo de alta do indicador em 2019.

O IBC-Br é uma prévia aproximada do Produto Interno Bruto (PIB) calculada pela autoridade monetária. O índice incorpora informações sobre o nível de atividade em três setores: indústria, comércio e serviços e agropecuária, além do volume de impostos. Essa maneira de avaliar a evolução da economia ajuda o BC a tomar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic - hoje em seu menor patamar histórico, 4,5% ao ano.

A alta do mês de novembro ocorre após movimento semelhante em outubro, quando o índice subiu 0,17%. Na comparação com novembro de 2018, o IBC-Br subiu 1,10%. Se considerado o acumulado do ano de 2019, a economia brasileira também cresceu: o indicador foi positivo em 0,95% de janeiro a novembro. Em doze meses (de novembro de 2018 a novembro o de 2019), o crescimento foi de 0,90%.

Embora tenha sido criado pelo BC para tentar antecipar, por aproximação, a evolução da atividade econômica, o IBC-Br não substitui o PIB, indicador oficial calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com os últimos dados do IBGE, a economia brasileira cresceu 0,6% no terceiro trimestre deste ano, número que veio acima do esperado pelo mercado.

Ainda que tenham variado para cima, as expectativas acerca da recuperação da economia brasileira ainda são cautelosas, e ficam em torno 1%. Nesta semana, o governo atualizou sua projeção de crescimento do país de 0,9% para 1,12% em 2019. Em dezembro, o Banco Central também atualizou sua projeção de 0,9% para 1,2% de alta no PIB.

Já o mercado financeiro aposta num crescimento de 1,17%, segundo informações do último Boletim Focus, pesquisa do próprio Banco Central que semanalmente ouve economistas para avaliar as expectativas do mercado financeiro em relação ao cenário econômico.