Prévia do PIB mostra queda de 0,14% no terceiro trimestre e indica risco de recessão técnica

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BRASÍLIA — A atividade econômica teve uma queda de 0,14% no terceiro trimestre deste ano em comparação com os três meses anteriores, aponta o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta terça-feira.

Se o resultado do terceiro trimestre for confirmado pelo IBGE, serão dois trimestres seguidos de queda no PIB, o que indica uma recessão técnica, ainda que em percentuais pequenos. No segundo trimestre, a retração foi de 0,1%.

A projeção para o ano do mercado ainda é de crescimento de 4,88%, mas vem caindo nas últimas cinco semanas de acordo com o relatório Focus divulgado pelo Banco Central.

Nos últimos meses, os setores da economia vem registrando quedas mais fortes do que esperadas por analistas. A produção industrial, por exemplo, caiu pelo quarto mês seguido em setembro e ainda está abaixo do nível pré-pandemia.

Já as vendas no comércio varejista registraram a maior retração para o mês desde 2000, quando começou a série histórica. A inflação e os juros altos dificultam o consumo das famílias.

No caso dos serviços, setembro foi a primeira baixa após cinco meses de alta. Houve um recuo no setor de transportes por conta da alta nos preços dos combustíveis e a inflação em geral que diminui o consumo da população.

Com isso, a queda em setembro na comparação com agosto foi de 0,27%. Em agosto, a retração já havia sido de 0,3%. O único mês que registrou alta no terceiro trimestre foi julho, com 0,13%.

O IBC-Br é considerado uma espécie de prévia do PIB por calcular o índice de atividade econômica, mas usa metodologia diferente do IBGE.

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