Prévia do PIB mostra recuperação de 9,5% no terceiro trimestre

Gabriel Shinohara
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Hermes de Paula / Hermes de Paula
Hermes de Paula / Hermes de Paula

BRASÍLIA — A atividade econômica do país subiu 9,5% no terceiro trimestre de 2020 na comparação com o trimestre anterior, de acordo com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta sexta-feira.

Apesar dessa recuperação, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, a queda ainda é de 3%. No ano, o impacto negativo na atividade econômica é de 4,9%. O índice vem se recuperando mês a mês depois de uma queda histórica em abril, mas com uma velocidade menor em agosto e setembro.

Em março, a queda foi de 5,9%, seguida de uma redução de 9,2% em abril. Desde então, a recuperação acontece com um índice de 1,7% em maio, 5,4% em junho, 3,8% em julho e, desde agosto, em um ritmo menor de 1,4% e de 1,29% em setembro.

Essa recuperação pode ser vista também nos setores, com a indústria voltando ao nível de produção pré-pandemia em nove estados. Enquanto isso, o setor de serviços, mais afetado pela crise, mostrou alta na atividade pelo quarto mês seguido, mesmo que não tenha recuperado as perdas da pandemia. Já o varejo subiu pelo quinto mês consecutivo, apesar da perda de fôlego em setembro.

O IBC-Br é considerado uma espécie de prévia do PIB por calcular o índice de atividade econômica, mas usa metodologia diferente do IBGE, responsável pelo número oficial. O resultado do PIB deve ser divulgado em dezembro.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) calcula uma contração de 5,8% na economia brasileira este ano. Essa expectativa está um pouco acima da feita pelo Banco Central, de queda de 5%, e do Ministério da Economia, que prevê 4,7% de redução no PIB.

O relatório Focus, que reúne as expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos, mostra que o país deve ter uma queda de 4,8% no PIB este ano, seguido de uma alta de 3,3% em 2021 e de 2,5% nos dois anos subsequentes.