Prêmio Faz Diferença: pelas duas medalhas nos Jogos de Tóquio, Rebeca Andrade vence na categoria Esportes

O "Baile de Favela" da ginasta Rebeca Andrade encantou o Brasil e o mundo, em 2021. Mais do que receber duas medalhas em Tóquio, ela é um exemplo de superação. Chegou a passar por três cirurgias no joelho antes da conquista. Não à toa, ela recebeu o Faz Diferença, na noite desta quarta-feira (22), na categoria Esportes, escolhida pelos brasileiros, que se apaixonaram pela sua suavidade e força.

— Me sinto muito honrada. Gostaria de agradecer a Deus, ao meu treinador, que sempre esteve presente, à minha família, meu clube, patrocinador... Para fazer a diferença para as crianças e adultos, eu dependo deles todos. Espero trazer muita alegria para o meu país

Em 2021, ela conquistou as primeiras medalhas olímpicas da ginástica feminina do Brasil. Rebeca foi prata no individual geral — feito inédito para qualquer atleta do Hemisfério Sul em disputa historicamente dominada por Estados Unidos e ex-repúblicas soviéticas — e, dias depois, subiu ao lugar mais alto do pódio em Tóquio, conquistando o ouro no salto.

Rebeca começou no esporte no projeto social Iniciação Esportiva, da Prefeitura de Guarulhos (SP), aos 4 anos. Filha de empregada doméstica, a ginasta tinha que dividir o pouco que a mãe, Rosa Santos, conseguia das diárias, com mais seis irmãos. Mas Dona Rosa seguia firme na missão de concretizar o sonho da filha. Quando faltava dinheiro para passagem, a menina ia a pé, um trajeto de mais de duas horas até o local onde treinava no ginásio da prefeitura paulistana.

Em 2012, a “Daianinha de Guarulhos”, como era conhecida em referência a Daiane dos Santos, sua grande inspiração, passou a defender o Flamengo. Foi campeã brasileira aos 13 anos, da Copa do Mundo aos 16, mas viu a carreira ameaçada por lesões. Foram três cirurgias no joelho, a primeira em 2015, véspera da Olimpíada em casa, e a última em meados de 2019, quando ficou quase um ano em recuperação. Voltou em março de 2020 e, com o adiamento da Olimpíada por causa da pandemia, focou na saúde. Deu certo e, em 2021, voou para a glória.

Rebeca Andrade recebeu o prêmio das mãos do editor de Esportes, Thales Machado; e do editor executivo Paulo Celso. O Prêmio Faz Diferença é uma iniciativa do GLOBO, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

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