Prêmio Nobel Al Gore é o convidado do evento Cidadão Global

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RIO - Ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2007 por sua atuação para informar o mundo sobre os perigos das mudanças climáticas, juntamente com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas Americanas, o ambientalista Al Gore é o convidado para falar na quarta edição do evento Cidadão Global 2021. Al Gore foi o 45º vice-presidente americano, cargo que exerceu por oito anos a partir de 1993, na gestão do democrata Bill Clinton.

Al Gore é também fundador e presidente do The Climate Reality Project, uma organização sem fins lucrativos dedicada a resolver a crise climática. O tema foi abordado em seu documentário de 2006: “Uma verdade inconveniente”, que venceu dois Oscars.

O evento Cidadão Global 2021 é organizado pelo Valor Econômico e pelo Santander Brasil. Nesta quarta edição, traz o tema “Sustentabilidade: na visão de quem inspira e respira o progresso responsável do planeta”. É a segunda vez que o encontro será feito em formato 100% digital e gratuito. Ele acontece no próximo dia 25 de maio, das 11h às 12h30.

O áudio original é em inglês, com legendas em português e pode ser acompanhado nos canais do Valor Econômico no YouTube, Facebook e Linkedin. Também é possível acompanhar o evento na página especial do Cidadão Global (cidadaovalorsantander.com.br). As inscrições são feitas na página gratuitamente

Recuperação pós-pandemia

O vice-presidente americano, com sua trajetória como ambientalista, chamou a atenção do mundo para os riscos no futuro do planeta caso empresas e governos não adotassem medidas urgentes para conter a emissão de gases do efeito estufa.

Ele debaterá no evento as emergências climáticas e a transição global para o carbono zero. De acordo com o ambientalista, a recuperação econômica pós-pandemia deve ser verde. No mercado financeiro mundial, grandes investidores adotaram o compromisso com as questões ESG — sigla em inglês para ambiental, social e de governança.

Al Gore é autor de dois livros que lideraram a lista dos mais vendidos no New York Times: “Uma verdade inconveniente” e “O assalto à razão”. Também assinou os best-sellers “A Terra em balanço: ecologia e o espírito humano”, “O futuro: seis desafios para mudar o mundo” e, mais recentemente, “An inconvenient sequel: truth to power”.

José Roberto Marinho, vice-presidente do Grupo Globo, e Sérgio Rial, presidente do Santander Brasil, abordarão no fórum a necessidade de mudanças de atitude da sociedade, governos e empresas.

— A educação para a sustentabilidade só irá acontecer se formos buscar inspiração na multiplicidade de povos e comunidades que existem no Brasil e construir o futuro a partir daí — explica José Roberto Marinho, que também é presidente da Fundação Roberto Marinho.

Rial reforça que as discussões do fórum dizem respeito “a cada cidadão”, e não apenas a governos e empresas:

— Temos testemunhado o renascimento da ciência como bússola para decisões importantes que tomamos como sociedade. Está claro que valorizar o desenvolvimento sustentável e a bioeconomia não significa apenas respeitar o poder da razão e do conhecimento, mas utilizar a nossa capacidade intelectual para construir um legado positivo para as próximas gerações.

A programação contará ainda com a mediação do diplomata colombiano Luis Alberto Moreno, que presidiu o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) de 2005 a 2020 e notabilizou-se pelo desenvolvimento de negócios e iniciativas sustentáveis na América Latina. A jornalista Rosana Jatobá será a mestre de cerimônia.

O fórum Cidadão Global foi inaugurado em 2017, quando recebeu o ex-presidente americano Barack Obama. Há menos de um ano fora da Casa Branca, Obama reivindicou que os governos trabalhassem para reduzir a diferença entre ricos e pobres e exaltou a democracia e a pluralidade, ameaçadas pela ascensão do populismo e da xenofobia, além da disseminação de notícias falsas pelas redes sociais.

Na edição de 2019, o historiador israelense Yuval Harari e o biólogo americano e vencedor do Pulitzer Jared Diamond debateram “O mundo em transformação — narrativas do século 21”. Harari listou o colapso ecológico como uma das três ameaças ao futuro da Humanidade, ao lado da guerra nuclear e da disrupção tecnológica.

Já Diamond alertou para o cuidado com a Amazônia. O Brasil, disse, corre risco de um “suicídio econômico” se não gerenciar direito as suas florestas.

Em 2020, na sua primeira edição digital, o fórum reuniu a atriz e ativista americana Viola Davis e a economista franco-americana Esther Duflo, laureada com o Prêmio Nobel de 2019. Viola destacou como a pandemia do coronavírus e movimentos civis, como Black Lives Matter e #MeToo, expuseram a desigualdade social e racial.

Esther, que foi premiada por sua pesquisa sobre a pobreza, tratou das dificuldades para o acesso a sistemas de proteção social e da necessidade de tornar o comércio global mais inclusivo.

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