Prêmio ‘Sim à Igualdade Racial’ é exibido na TV e na internet, com números musicais de Elza Soares e Xande de Pilares, entre outros

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A atriz Jéssica Ellen, a cantora Majur e o MC Xamã encontram o pastor Martin Luther King no dia do seu discurso mais famoso, “Eu tenho um sonho”; deparam-se com o artista, político e ativista Abdias do Nascimento durante a passeata histórica dos 300 anos da morte de Zumbi em Brasília; e defrontam-se com a poetisa Carolina Maria de Jesus num episódio de preconceito. A viagem no tempo do trio de apresentadores do prêmio “Sim à igualdade racial” poderá ser acompanhada neste sábado (29), a partir das 16h30, pelo Multishow e pela página do Instituto Identidades do Brasil (ID_BR) no Facebook.

— O roteiro foi escrito a partir de frases e contextos históricos. Quem veio antes lutou para que os dias de hoje fossem melhores. E nós estamos trabalhando para que o amanhã seja mais justo. É nossa obrigação reconhecer os mais velhos e as conquistas históricas — observa o diretor e roteirista Elísio Lopes Jr., que criou o evento com base no conceito artístico “O mundo que sonhamos”.

Sobre a premiação, Jéssica Ellen destaca:

— É importantíssimo buscar a igualdade de raça, de gênero e toda equidade fundamental para uma sociedade crescer justa.

Organizado desde 2018, o “Sim à igualdade racial” busca reconhecer os principais nomes e instituições que atuam em prol da igualdade racial no Brasil, nos pilares educação, empregabilidade e cultura, em dez categorias. Dá visibilidade à causa negra e amplia a voz dos indígenas.

— O antirracismo é um processo de aprendizado constante, eu também aprendo a cada dia. Conforme fomos alcançando mais espaço e visibilidade com o prêmio, as pessoas indígenas mais próximas de nós mostraram que também queriam ser vistas e representadas. Nossas experiências são bem parecidas, há sinergia entre nossas necessidades — diz Luana Génot, fundadora e diretora-executiva do ID_BR.

Celebrar a arte brasileira também é intenção do evento. Nomes como Elza Soares, Xande de Pilares, Ludmilla, MC Carol, Gloria Groove e Brô MC’s se encontram no palco, sob a direção musical de Zé Ricardo.

— Acho muito importante poder contribuir com o dom que Deus me deu e o amor que tenho pela música de forma tão positiva. Para mim, racismo é resto. Quando a gente acha que a coisa diminuiu, ela só aumenta. Penso assim: gosta de mim, me aplaude; não gosta, me atura — dispara Xande de Pilares.