Pentágono cogita investigar ex-médico da Casa Branca

Washington, 2 mai (EFE).- O Escritório do Inspetor-Geral do Pentágono está cogitando iniciar uma investigação sobre as alegações que pesam sobre o almirante Ronny Jackson, o ex-médico principal da Casa Branca que retirou sua candidatura para presidir o Departamento de Assuntos de Veteranos devido a tais acusações.

"O Escritório do Inspetor-Geral do Departamento de Defesa determinará que investigações ou ações devem ser realizadas por causa destas alegações e queixas", declarou à Agência Efe Thomas Crosson, porta-voz do Pentágono.

Crosson explicou que o inspetor-geral "está consciente" das alegações e, neste momento, está analisando que "investigações e comprovações" já foram realizadas anteriormente, para assim decidir se é pertinente abrir um novo expediente.

O nome de Jackson, que chegou a atuar como médico pessoal de três presidentes diferentes, incluindo o atual, Donald Trump, ganhou as manchetes quando o governante anunciou sua indicação para presidir o Departamento de Assuntos de Veteranos, uma das maiores agências governamentais e que emprega mais de 360.000 pessoas.

Apesar da designação presidencial, Jackson deveria submeter-se na semana passada a uma audiência de confirmação no Senado.

No entanto, poucos dias antes da realização da audiência, a imprensa americana começou a divulgar uma série de acusações que asseguravam que o médico bebia nas horas de trabalho, prescrevia remédios de forma inadequada e, em geral, tinha criado um ambiente de trabalho tóxico no departamento médico da Casa Branca.

Perante a gravidade destas acusações, algumas das quais foram investigadas há anos, o Comitê de Assuntos de Veteranos do Senado optou por adiar a audiência de confirmação, após o que o próprio Trump convidou Jackson a retirar sua candidatura, assegurando que não era necessário expor-se a um processo "tão feio e desagradável".

Finalmente, o almirante retirou sua candidatura na quinta-feira passada.

Nesta terça-feira a porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders confirmou que Jackson seguia trabalhando para a equipe médica do presidente, mas que já não a dirige, já que, ao postular-se como futuro secretário, o cargo de médico principal de Trump foi assumido por outro profissional. EFE