'Próxima meta é acabar com o IPI, e isso é (assunto da) reforma tributária', diz Alckmin

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Geraldo Alckmin (PSB), defendeu a aprovação da reforma tributária ainda neste ano, durante encontro com empresários nesta segunda-feira, em São Paulo.

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Alckmin afirmou que a aprovação de uma reforma significaria o fim do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), pauta historicamente defendida pelo setor industrial.

— Tinha uma possibilidade de ser cancelada a redução de 35% do IPI e conseguimos retirar isso da pauta. A próxima meta é acabar com o IPI, e acabar com o IPI é (assunto da) reforma tributária. Tem de fazer (a reforma) no primeiro ano, aproveitar o embalo e a legitimidade eleitoral — ressaltou, acrescentando. O tema (da reforma tributária) está bastante discutido. Temos duas PECs no Congresso, ambas convergindo para a simplificação. Na questão do IPI, foi mantida a redução de 35%, foi importante. Vamos acabar com o IPI e a maneira de acabar é a reforma tributária, que traz o IVA, é central para a indústria, que está super tributada. Você tem praticamente 11% de participação da indústria de transformação no PIB e 30% de participação na carga tributária.

A declaração foi dada na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) antes da assembleia geral da entidade que deverá discutir a permanência do atual presidente da entidade, Josué Gomes da Silva, em meio a uma disputa com um grupo de representantes de entidade setorial capitaneado pelo ex-dirigente da federação Paulo Skaf.

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O ministro também reafirmou à plateia que as reformas trabalhista e previdenciária não serão anuladas no governo atual.

Reiterou, apenas, o discurso que tem sido repetido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que profissionais vulneráveis como entregadores de delivery, precisam ter um regime que lhes garanta alguns direitos à seguridade social, por exemplo.