Praia de Ipanema fica lotada apesar da escalada de Covid no Rio

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RIO DE JANEIRO, SP (FOLHAPRESS) - Em sábado de céu aberto e temperaturas elevadas, cariocas lotaram a praia de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. Apesar de o próprio prefeito Eduardo Paes (PSD) afirmar que a cidade é o epicentro da variante delta no Brasil, os banhistas se aglomeraram na areia sem respeitar o distanciamento social.

O movimento é grande também em outras praias da cidade, e a tendência é que o tempo continue bom no domingo (22), devido à atuação de um sistema de alta pressão sobre a região. A previsão para o fim de semana descarta a possibilidade de chuvas e indica temperaturas de até 35°C.

O Rio vive um momento de aumento nas infecções por Covid-19, o que vem levando a prefeitura a pensar em retomar algumas restrições à circulação de pessoas e ao funcionamento do comércio e serviços.

Praia de Ipanema cheia de banhistas enquanto Rio de janeiro convive com alta de casos de Covid Bruno Martins/Futura Press/Folhapress Praia de Ipanema cheia de banhistas **** Em julho, Paes chegou a anunciar um plano de flexibilização que previa quatro dias de festa em setembro para comemorar o que ele chamou de fim da pandemia. À época, o plano era promover apresentações culturais pela cidade, festas na orla das praias e campeonatos de futebol em comunidades.

No entanto, diante da escalada de casos de Covid-19, o prefeito admitiu que se empolgou e voltou atrás. Em uma reunião na sexta-feira (20), Paes chegou a afirmar que nunca viu tanta gente no seu entorno com Covid-19 como agora.

"Nunca antes, no ano de 2021, nós tivemos tantas pessoas com Covid na cidade do Rio de Janeiro como neste momento agora. Este é um dado relevante e todos nós que vivemos aqui percebemos isso. Pessoas próximas, familiares, amigos. Eu, pessoalmente, nunca vi tanta gente com Covid no meu entorno como estou vendo", afirmou o prefeito.

O Rio tem todas as suas 33 regiões administrativas com risco alto para Covid-19. Na rede de urgência e emergência, o atendimento de casos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave aumentaram nos últimos dias. Os casos confirmados das doenças também apresentaram tendência de alta, movimento observado há seis semanas.

"Esse aumento, porém, não se reflete na curva de óbitos. O formato da curva mudou. A gente vem nas últimas semanas em uma certa estabilidade, formando esse platô mais baixo do que em cenários anteriores", disse Márcio Garcia, superintendente de vigilância em saúde do Rio.

O relaxamento nas medidas de isolamento social e o avanço da variante delta -mais contagiosa do que as demais- explicam o aumento de casos. No sábado passado (14), o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmou que a situação sanitária da cidade inspira cuidados.

"É um momento muito preocupante. É uma nova variante em pleno mês de inverno, que é um dos meses mais perigosos para a vacinação da gripe. Então, é muito importante que as pessoas venham se vacinar" disse Soranz ao visitar um posto de saúde na Cidade de Deus, zona oeste do Rio.

Apesar da escalada de casos, a prefeitura enfrenta percalços para vacinar a população. Ela alega supostos atrasos do Ministério da Saúde na entrega dos imunizantes. A Secretaria Municipal de Saúde anunciou a paralisação da repescagem para o grupo de 20 a 29 anos, prevista para ocorrer neste sábado (21).

Situação parecida já havia ocorrido no começo de agosto, quando a vacinação na cidade foi interrompida por dois dias em razão dos supostos atrasos no envio das remessas. Segundo dados da prefeitura, 93,6% da população adulta já foi vacinada com a primeira dose e 44,5% está totalmente imunizada.

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