Praias de Copacabana e do Leme têm abraço coletivo pela preservação no Dia Mundial dos Oceanos

Mais de 3 mil pessoas participaram, nesta quarta-feira, da segunda edição do maior abraço ao oceano do mundo, num trecho de pouco mais de quatro quilômetros da orla, entre as Praias do Leme e de Copacabana, na Zona Sul do Rio. O ato marcou o Dia Mundial dos Oceanos e lembrou os 30 anos da realização da Rio-92 , primeira Conferência das Nações Unidas Sobre meio Ambiente. Durante o evento, houve um mutirão de limpeza promovido pelos participantes para recolher detritos jogados nas areias das praias. A ação teve a finalidade de alertar a população para a preservação de mares e do ecossistema e também foi feita em Portugal, nos Estados Unidos, e na África do Sul.

No Rio, além dos moradores, também participam do abraço coletivo indígenas, estudantes, turistas e voluntários, entre outros. Amarildo Karay, de 32, da aldeia Guarani, de Maricá, na Região Metropolitana, disse que seu povo tem a preocupação de preservar o meio ambiente. E que, por isso, veio com um grupo para participar do evento.

— Viemos de ônibus. Eu vim um pouco mais cedo, às 6h, mas o restante saiu às 9h ,para chegar em Copacabana antes do meio-dia. Nós preservamos as matas, os rios e os animais. Trabalhamos na aldeia a questão da preservação. Viemos para o evento para mostrar a importância da preservação ambiental — disse.

Transição: Maricá quer substituir frota por ônibus 100% elétricos, e Niterói testa modelos à base de energia limpa

Quem também veio de longe foi o designer gráfico Rafael Roza, de 31. Voluntário da Route Brasil, que organiza o abraço, Roza saiu de ônibus de Florianópolis, em Santa Catarina, na última sexta-feira.
—Foram 16 horas de viagem até chegar aqui em Copacabana, mas valeu a pena. É o segundo abraço que participo. A causa da preservação é fundamental. Vamos abraçando a natureza — disse.

Descarte: Redes tiradas do fundo do mar viram ecobags
Para a realização do evento, a praia foi dividida em 25 pontos estratégicos para recepcionar o público. A primeira atividade foi uma roda formada por pessoas de mãos dadas, simulando um abraço na areia da praia, bem próximo ao mar, na altura das proximidades da mureta do Leme. Uma aeronave dos bombeiros sobrevoou o local para dar apoio ao ato. Em seguida, os voluntários iniciaram um mutirão de limpeza . Munidos de pares de luvas e de sacolas, eles recolheram lixo, entre o Leme e Copacabana. Os detritos passaram por uma triagem e foram separados por materiais como plástico, latas, rejeitos e bitucas. O que pode ser aproveitado será encaminhado para ser destinado a reciclagem. A estimativa é a de que 20 mil resíduos foram recolhidos na orla.

Bom negócio: Concessionária dá desconto na conta de luz em troca de materiais recicláveis

Este é o segundo evento deste tipo que acontece no Rio. Em 2019, o Route Brasil realizou a primeira edição do maior abraço ao oceano. Na ocasião, o mutirão de limpeza de praia contou com a participação de mais de 15 mil pessoas, ao longo de 18,3 Km, entre as praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste. Na época, mais de 11 mil resíduos foram retirados da orla.

Nesta quarta-feira, de acordo com o portal de notícias G1, um estudo conduzido por pesquisadores da UFRJ, UniRio e Uerj apontou uma alta quantidade de microplástico, considerado um dos principais poluentes do oceano, nas praias que compõem o litoral do Rio. Já de acordo com dados da Comlurb, antes da pandemia, eram coletados entre 80 a 82 mil toneladas de lixo na areia da Praia de Copacabana. Durante o isolamento, eram coletadas 20 mil toneladas. Já durante a restrição parcial, o número passou para 35 mil toneladas.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos