É ‘praticamente impossível’ PT não ter candidato para SP; Haddad é favorito

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Fernando Haddad, presidential candidate for the Workers Party, greets supporters during a campaign rally in Sao Paulo, Brazil, Sunday, Sept. 16, 2018. Brazil will hold general elections on Oct. 7. (AP Photo/Andre Penner)
Fernando Haddad em campanha presidencial em 2018. Foto: AP Photo/Andre Penner
  • Presidente do PT em São Paulo afirmou que apoia frente ampla progressista no estado

  • Partido deve priorizar chapa encabeçada por pela sigla

  • Boulos tem espaço em acordo com o PT

Luiz Marinho, que preside o Partido dos Trabalhadores (PT) em São Paulo, afirmou ser “praticamente impossível” a sigla não ter uma candidatura própria para governador do estado em 2022. Segundo ele, o nome mais cotado no momento é o do ex-prefeito Fernando Haddad.

Mesmo simpatizando com a possibilidade de formar uma frente ampla progressista para disputar o governo do estado, Marinho afirmou “não enxergar” como possibilidade a legenda apoiar uma candidatura em que o PT não seja cabeça de chapa.

"É muito provável que tenhamos candidatura própria. Antes de sentar com os parceiros, é preciso estar aberto a melhor alternativa, a comprovadamente melhor. Se tiver, por que não [apoiar outro nome]? Mas nós não enxergamos essa possibilidade", disse Luiz Marinho em entrevista ao jornal Valor Econômico.

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"Por isso, queremos convencer os parceiros que a melhor possibilidade, tendo uma chapa ampla, é Haddad. É a melhor alternativa para liderar essa chapa", completou, ressaltando que é "evidente que eu enxergo que Haddad é a melhor das alternativas que estariam à disposição", afirmou.

Sobre a possibilidade de formar chapa com Guilherme Boulos (PSOL), que chegou ao segundo turno das eleições municipais no ano passado, o presidente do PT disse que Boulos poderá escolher seu lugar na chapa petista: “onde Boulos quiser se escalar, será escalado”. No entanto, um acordo para o primeiro turno só ocorrerá se o PSOL desistir de sua candidatura.

"O PT tem capilaridade infinitamente maior no estado do que o PSOL. Nós respeitamos as pré-candidaturas dos partidos aliados e é o momento de as pré-candidaturas correrem o estado", explicou ele, pontuando que a possibilidade de uma frente de esquerda seja apenas para o segundo turno.

"Nesse processo, está em aberto a possibilidade de somarmos no primeiro turno ou aguardarmos o segundo turno. Isso é tranquilo de fazer, como fizemos na capital", disse Marinho.

O petista se referiu ao apoio dado pelo PT a Boulos no segundo turno das eleições municipais de 2020, depois que seu candidato, Jilmar Tato, ficou em sexto lugar.

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