Prato feito fica 23,5% mais caro em um ano

A casado, with translates from Spanish to English as marriage is a typical lunchtime meal of rice, beans, salad, plantain and, or french fries and meat.
O prato típico dos brasileiros ficou muito mais caro no período de 12 meses (Getty Image)
  • Itens que compõe o prato feito ficaram ainda mais caros do que a inflação;

  • O tomate foi o alimento que registrou a maior alta em um ano;

  • Arroz e feijão foram os únicos componentes que sofreram deflação.

Arroz, feijão, saladinha, alguma mistura e um punhado de batata frita. Se bobear, essa combinação saborosa representa o Brasil mais do que futebol e samba.

O que antes era uma refeição barata e nutritiva passou a pesar no bolso dos brasileiros. Nos últimos 12 meses, a combinação ficou 23,5% mais cara, conforme dados apurados pelo Ibre (Instituto Brasileiro de Economia).

O levantamento estima que a refeição encareceu acima da inflação medida no mesmo período, que foi de 10,3% pelo IPC-M (Índice de Preço ao Consumidor – Mercado) e de 12% pelo IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo).

O estudo avaliou dez itens básicos que compõe a refeição: arroz, feijão-carioca, feijão-preto, alface, batata, cebola, tomate, frango, ovos e carnes bovinas.

De todos os alimentos, o tomate foi o que ficou mais caro, mais que dobrando de preço. Uma das explicações para mudança é o regime de chuvas, que afetou as regiões que produzem o alimento.

Apenas o arroz e o feijão sofreram quedas no preço. Contudo, apesar da deflação registrada nos últimos 12 meses, ainda estão mais altos do que no período anterior à pandemia, em 2019.

Impacto no vale-refeição dos trabalhadores

O aumento no preço da comida reduziu o poder de compra do vale-alimentação, reduzindo o tempo de duração dos créditos depositados mensalmente.

Dados do panorama da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), em parceria com a Alelo, bandeira especializada em benefícios corporativos, dizem que o número de dias corridos necessários para esgotar o saldo creditado mensalmente pelos empregadores em fevereiro de 2022 foi, em média, de 24 dias. No mesmo período de 2020, pré-pandemia, era de 27 dias.

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