Prazer nos mamilos: zona rende orgasmo para homens e mulheres

Natália Eiras
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Aprenda como estimular mamilos (Foto: Getty Images)
Aprenda como estimular mamilos (Foto: Getty Images)

Nos amassos das preliminares do ato sexual, os seios costumam ter um lugar especial. Porém, uma estrela que não pode ser esquecida é o mamilo. Tanto das mulheres, mais comuns de terem a região estimuladas, como dos homens, que podem ser mais tímidos em relação a explorar a zona erógena.

Mesmo que não tenha tanto destaque quanto os genitais, os mamilos, local cheio de terminações nervosas, levam, ao serem estimulados, o corpo a um estado de excitação e o deixam preparado para a penetração. “Mas há quem também chegue ao orgasmo apenas com a estimulação da zona erógena”, diz Erica Mantelli, ginecologista, obstetra e sexóloga. É que, em 2011, um estudo publicado pelo Jornal de Medicina da Sexualidade apontou que a sensação de prazer obtida no mamilo pode irradiar pelo corpo e chegar ao clitóris, fazendo com que a pessoa chegue ao clímax.

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A bibliotecária Rosana*, 35, é uma das entusiastas da região. “Tenho amigas que dizem que não veem graça em mamilos, mas brinco que talvez elas não tenham explorado o bastante a zona erógena”, afirma. Ela descobriu que gostava da sensação logo que começou a vida sexual, mas que a excitação aumentou quando colocou um piercing no mamilo. “Parece que ele ficou ainda mais sensível”.

Mamilos são polêmicos

Ainda assim há quem tenha receio em experimentar a brincadeira com mamilos por várias questões. “Pessoas com cicatrizes, cirurgias prévias podem perder a sensibilidade do local”, fala a médica. “Outro fator é o tabu em relação ao estímulo do local, fazendo com que a pessoa não relaxe, o toque não tenha conotação sexual e cause até desconforto”. Geralmente, homens não costumam explorar a região por conta desse preconceito, uma vez que mamilos e mamas seriam partes mais valorizadas no corpo da mulher do que no masculino.

Outra questão que muita gente passa é, após dar à luz a um bebê, relacionar o mamilo apenas ao aleitamento materno. “Isso pode atrapalhar a exploração da zona erógena. Quando a pessoa entende que são coisas distintas, não terá dificuldade alguma em se dedicar à amamentação sem relacionar mamilo ao ato sexual. É saber separar os momentos”, diz Erica Mantelli.

Mesmo antes de ter um filho, Aline*, 40, achava esquisito as pessoas curtirem tanto manipular mamilos. “Eu os via apenas como provedores de leite”, brinca. Após se casar e constituir família, ela decidiu abrir mais o leque de sensações que tinha e foi atrás de desconstruir sua visão sobre o mamilo. “Ainda estou em processo, mas hoje em dia já consigo sentir prazer quando meu marido beija a região, por exemplo.”

Mas é importante, também, ficar atento aos sintomas da tensão pré-menstrual, o que pode tornar a brincadeira com mamilo incômoda. “Nesse período, a sensibilidade fica aumentada e pode causar desconforto. O ideal seria, então, explorar a região em outro momento”, complementa Erica.

Como estimular?

Assim como em qualquer busca por prazer, a intimidade e a segurança no ato sexual são importantes para que você consiga aproveitar todo o potencial prazeroso do mamilo. Iniciantes podem, por exemplo, começar a estimulá-lo sozinho, durante a masturbação. “Em um momento íntimo, sem pressa, a pessoa pode realizar movimentos suaves, depois mais intensos. Brincar com os dedos e com a intensidade de como quer que os mamilos sejam manipulados”, aconselha a médica. Vibradores e sugadores de clitóris também podem trazer mais um leque de sensações.

Junto com o parceiro, a exploração pode começar pelos dedos, mas ir além. “A língua pode ser usada, assim como beijos e leves mordidas. Usando a imaginação e deixando fluir as sensações de acordo com aquilo que gosta”, diz Erica. Velas de massagem podem aumentar a excitação, assim como os géis corporais.

Caso queira dar mais um passo, você pode usar técnicas de BDSM para aumentar a estimulação dos mamilos. Pequenos pregadores podem ser colocados na região e, assim, provocar mais excitação para quem gosta de brincar com a dor. Tudo, é claro, com muito cuidado e respeitando os limites de cada um. O importante é não esquecer de explorar as formas que você pode sentir prazer.