Preço do aluguel cai 3,27% no Rio e 6,20% em São Paulo no ano

Patricia Valle
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Foto: Juliano Colodeti
Foto: Juliano Colodeti

O preço dos aluguéis residenciais caiu 3,27% neste ano até outubro no Rio de Janeiro e 6,20% em São Paulo, segundo dados levantados pelo Índice QuintoAndar. Na capital paulista, o valor médio do m² foi de R$35,46/m² em outubro, enquanto no Rio foi de R$ 29,16.

Em comparação com o mesmo período de 2019, a queda do valor no Rio foi de 3,28%. Mas alguns bairros se valorizaram nos últimos seis meses: Pechincha (15,2%), Freguesia (15%), Jd. Oceânico (13,9%), Barra da Tijuca (13,1%) e Recreio (9,6%). Todos bairros mais afastados e que possuem mais casas ao invés de apartamentos, mostrando qual está sendo a tendência na pandemia.

Os bairros com os metros quadrados mais caros da cidade são: Ipanema (R$50,6), Leblon (R$45,3), Flamengo (R$38), seguidos por Botafogo (R$ 36,5) e Lagoa (R$ 33,4).

— A pandemia foi a principal responsável pela queda no preço do aluguel, mas no Rio de Janeiro, por exemplo, observamos que o preço do m² vem caindo desde julho de 2019. Em São Paulo foi o contrário, antes do isolamento social, o valor do aluguel aumentou — explicou Fernando Paiva, gerente sênior de data analytics do QuintoAndar.

Já na capital paulista, o preço do aluguel caiu 6,08% até outubro em relação ao mesmo período do ano passado.

Os bairros que mais valorizaram nos últimos seis meses foram: Vila Carrão (15,8%), Jd. Anália Franco (10,7%), Vila Andrade (8,3%), seguido por Butantã (7,5%) e Mandaqui (5,5%).


Entre os bairros mais caros estão: Vl. Olímpia (R$ 55,4), VIla Nova Conceição (R$ 52,2), Pinheiros (R$ 48,5), seguido por Santo Amaro (R$ 46,5) e Vila. Madalena (R$ 46).

— A pandemia trouxe uma nova relação com a casa. Por conta do novo estilo de vida imposto pelo isolamento social, as pessoas estão buscando imóveis mais amplos, em ruas mais tranquilas, o que explica a maior procura e, consequentemente, valorização dos bairros mais afastados dos grandes centros comerciais, como aponta o estudo. Essa é uma tendência que observamos em São Paulo como no Rio — afirma Gabriel Braga, presidente do QuintoAndar.

O QuintoAndar também fez um estudo sobre a diferença entre os preços do aluguel anunciados e os que foram de fato fechados em contrato durante a pandemia. Em São Paulo, a diferença entre os preços de contrato e anúncio chegou a uma máxima de -10,8% em outubro de 2020. No Rio de Janeiro, a diferença máxima ocorreu em setembro, chegando a -13,5%.

— A diferença mostra que há um descasamento entre a expectativa dos proprietários e a realidade do mercado, em que potenciais inquilinos estão com suas rendas impactadas pela crise e buscando maiores descontos. Para evitar ficar com os imóveis vazios por muito tempo, os proprietários estão mais abertos a negociar e a oferecer reduções maiores — afirma Gabriel Braga, presidente do QuintoAndar.