Preço da cesta básica no Rio recua e fica em R$ 619,24, em junho

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Os preços da cesta básica caíram em nove das 17 capitais do país consideradas na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em outras oito cidades, houve aumento de custo para os consumidores entre maio e junho. No Rio, houve recuo, mas o conjunto de alimentos essenciais custava, em média, R$ 619,24 no mês passado — ainda assim o quarto valor mais alto do país. Em maio, o valor era de R$ 622,76.

De acordo com o levantamento, as capitais que tiveram quedas mais intensas de preços foram Goiânia (-2,23%), São Paulo (-1,51%), Belo Horizonte (-1,49%) e Campo Grande (-1,43%). As maiores altas foram registradas em Fortaleza (1,77%), Curitiba (1,59%) e Florianópolis (1,42%).

A cesta mais cara do país, segundo o Dieese, no mês passado, era a de Florianópolis (R$ 645,38), seguida pelas de Porto Alegre (R$ 642,31), São Paulo (R$ 626,76), Rio de Janeiro (R$ 619,24) e Curitiba (R$ 618,57).

Peso dos alimentos

Entre os produtos da cesta básica, as maiores altas, em junho, foram do leite: Belo Horizonte (8,54%), Porto Alegre (6,20%), Aracaju (5,87%) e Natal (5,82%). No caso da manteiga, os aumentos mais significativos ocorreram em Aracaju (5,30%), Brasília (3,79%), Vitória (3,55%) e Florianópolis (3,31%).

A explicação, segundo o Dieese, está na baixa oferta de leite no campo e nos altos custos de produção.

O açúcar também subiu muito: de 1,75%, em Vitória, a 15,41%, em Natal. "A menor produtividade nos canaviais brasileiros e o bom desempenho nas exportações explicam a elevação dos preços", informa a pesquisa.

No caso da carne bovina de primeira, as maiores variações foram registradas em Porto Alegre (6,45%), Florianópolis (5,19%), Recife (3,97%) e Fortaleza (3,19%).

"A forte demanda externa chinesa, os altos custos de produção e a oferta enxuta de animal para abate são os motivos do aumento", explicou o Dieese.

Por outro lado, os preços da batata e da banana recuaram em várias cidades. No primeiro caso, as quedas oscilaram entre -30,91%, em Vitória, e -12,83%, em Florianópolis. Sobre a banana, as retrações ficaram entre -13,24%, em Belo Horizonte, e -1,44%, no Rio de Janeiro

Comparação anual

Na comparação entre junho de 2020 e junho de 2021, o Dieese identificou que os custos da cesta básica subiram em todas as 17 capitais — entre 11,17%, percentual registrado em Recife, e 29,87%, alta observada em Brasília.

Valor do salário mínimo ideal

Ainda de acordo com a pesquisa, considerando a cesta mais cara do país, de Florianópolis, o salário mínimo necessário para manter uma família de quatro pessoas (dois adultos e duas crianças) deveria ser de R$ 5.421,84, ou seja, 4,93 vezes o valor do piso nacional atual de R$ 1.100.

Para a compra da cesta básica, seriam necessárias 111 horas e 30 minutos de trabalho, em junho, segundo o Dieese (média entre as 17 capitais).

Em maio, o mínimo necessário deveria ser de R$ 5.351,11, ou 4,86 vezes o piso nacional vigente. Neste caso, seria preciso trabalhar 111 horas e 37 minutos.

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