Preço do GNV subiu até 45% em alguns postos; Procon RJ fiscaliza estabelecimentos

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O ano mal começou e motorista já anda desembolsando até 45% a mais para abastecer o veículo com Gás Natural Veicular (GNV), mesmo com decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), que suspendeu o aumento em torno de 50% no gás natural. Nesta segunda-feira, agentes do Procon Estadual do Rio de Janeiro fiscalizaram 31 postos de combustíveis das Regiões Metropolitana, Serrana e dos Lagos, e também do Norte Fluminense. Seis estabelecimentos da capital foram autuados após os agentes identificarem que o combustível subiu de preço. O Procon alerta: motoristas devem denunciar o aumento abusivo de preços.

A autarquia, inclusive, disponibilizou um número de WhatsApp para receber as reclamações (21) 98104-5445. O Procon orienta o consumidor a informar o endereço completo do estabelecimento para que a fiscalização possa atuar.

Nos bairros de Ramos, Benfica, Freguesia, Tijuca, Campo Grande e Recreio dos Bandeirantes, os fiscais constataram aumento no valor do GNV do dia 31 de dezembro de 2021 para o dia 1º de janeiro de 2022. Em um dos postos, o gás era vendido por R$ 4,179 e passou a custar R$ 5,999, alta de 43,55%. Os estabelecimentos terão 10 dias para justificar o aumento ao Procon-RJ.

— Os postos não podem aumentar o valor do combustível sem que haja uma justificativa. Instauramos atos de investigação preliminar para apurar os fatos e se estes postos não justificarem o motivo do aumento, poderão ser multados — advertiu o presidente do Procon-RJ, Cássio Coelho.

No Rio, a ação de fiscalização aconteceu também nos bairros de São Cristóvão, Praça da Bandeira, Barra da Tijuca e Anil. Os agentes vistoriaram também postos nos municípios de São João de Meriti, Nova Iguaçu, Niterói, São Gonçalo, Macaé, Campos, Cabo Frio, São Pedro D'aldeia e Nova Friburgo.

— O aumento do gás natural nessa proporção afeta diretamente a população fluminense, impactando toda a cadeia de produção que utiliza o gás natural, aumentando produtos e serviços. Por isso a SEDCON vai continuar solicitando esse tipo de fiscalização ao Procon-RJ, visando conter qualquer abusividade — acrescenta secretário de defesa do consumidor, Léo Vieira.

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