Preço do petróleo deve perder força com recuperação da oferta, diz IEA

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Refinaria de petróleo na França

Por Noah Browning

LONDRES (Reuters) - Um movimento de alta do mercado de petróleo pode perder força conforme os preços que atingiram máximas de três anos no mês passado ajudam a impulsionar a produção global, especialmente nos Estados Unidos, disse a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) nesta terça-feira.

Mas a agência com sede em Paris disse em seu relatório mensal que a produção dos EUA, apesar de subir, não retornará aos níveis pré-pandêmicos até o final do ano que vem.

"O mercado mundial de petróleo continua apertado por todas as medidas, mas um alívio da alta dos preços pode estar no horizonte... devido ao aumento da oferta de petróleo", afirmou a IEA.

"Os preços atuais fornecem um forte incentivo para impulsionar a atividade (nos EUA), mesmo com as operadoras aderindo às promessas de disciplina de capital", acrescentou.

Um furacão atingiu o principal centro de produção e exportação dos EUA na costa do Golfo no final de agosto, mas a produção dos EUA foi responsável pela metade do aumento na produção global de petróleo no mês passado e deve ser responsável por 60% dos ganhos de fornecimento não-Opep+ em 2022.

O petróleo armazenado nos estoques para os países da OCDE caiu 51 milhões de barris em setembro e ficou 250 milhões de barris abaixo da média de cinco anos e no nível mais baixo desde o início de 2015. Os dados preliminares de outubro apontaram para um ligeiro aumento.

"A demanda global de petróleo está se fortalecendo devido ao consumo robusto de gasolina e ao aumento das viagens internacionais à medida que mais países reabrem suas fronteiras", disse a IEA.

"Por muito tempo o elo fraco na recuperação da demanda, um ressurgimento do consumo de combustível de aviação está finalmente no horizonte", informou o relatório, à medida que países como Estados Unidos, Austrália, Tailândia e Cingapura suspenderam as restrições às viagens internacionais.

No entanto, disse que um aumento nos casos de coronavírus na Europa, a atividade industrial mais fraca e os preços mais altos do petróleo podem prejudicar a demanda.

A IEA manteve sua perspectiva de crescimento da demanda de petróleo em grande parte estável em 5,5 milhões de barris por dia (bpd) para 2021 e 3,4 milhões de bpd no próximo ano.

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