Preços de aluguel no município do Rio têm alta; variação é considerada a maior dos últimos anos

Os valores médios na cidade do Rio subiram17,1% em 2022, segundo o Índice QuintoAndar. A pesquisa considerou a maior alta dos preços de aluguel dos últimos anos, já que, em 2021, a oscilação foi de 6,22%. Já na cidade de São Paulo, o aumento foi de 15,5% e a capital segue com o valor médio do m² mais caro, com R$ 42,22 contra R$ 36,20 no Rio.

Os imóveis de um quarto também foram os mais valorizados em 2022. Ainda de acordo com a pesquisa, no Rio, estes espaços tiveram um aumento de 20% nos preços, o que já foi diferente em 2021, quando os imóveis com mais espaço estavam entre os mais procurados por conta da pandemia.

"O retorno ao trabalho e ao estudo de forma presencial e a estabilização de modelos híbridos devem ressignificar a moradia. Por enquanto, vemos um aumento de preço significativo nos imóveis bem localizados, próximos de pólos de emprego e com boa acessibilidade", explica Vinicius Oike, economista do QuintoAndar.

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Um outro ponto observado foi a diferença entre os preços dos anúncios e dos contratos fechados, que o mercado do Rio sofreu uma queda de 3,65 pontos percentuais. Essa diferença, atualmente, é de 8,6%. Para Wanessa Guimarães, sócia e head da HCI e planejadora financeira pela Planejar da Associação Brasileira de Planejamento Financeiro, antes de alugar um imóvel o interessado deve analisar a situação financeira, principalmente ter uma reserva de emergência.

— É importante observar se o valor do aluguel se encaixa no orçamento de forma confortável já provisionando os reajustes conforme índices de inflação. Atualmente, os contratos de aluguéis têm sido reajustados pelo IPCA. Isso ocorreu, depois de o IGPM, que era o índice de reajuste nos contratos, atingir 23,14% em 2020. E por último, se possível, ter uma reserva de emergência de 6 a 12 x o valor do aluguel, para que em casos de desemprego ou alguma crise financeira, possa honrar com os pagamentos com tranquilidade — aponta Wanessa.

Na capital fluminense, o bairro mais valorizado foi a Lagoa, área nobre da cidade, com 42,5% de busca. Segundo Oike, a Lagoa sofreu durante a pandemia e vem recuperando seu espaço entre os locias mais procurados para morar.

"A Lagoa foi um dos bairros que mais sofreram durante a pandemia e que, em 2022, teve o mercado reaquecido. Isso aconteceu também em diversas regiões da cidade. Na lista dos dez mais, há bairros na região central, na Zona Oeste e na Zona Sul da capital”, diz Vinicius Oike.

Já em São Paulo, em todas as regiões seguem com bairros valorizados, mas quem liderou o ranking foi Bom Retiro, localizado no Centro, com 37% de procura.

"É possível visualizar uma valorização em bairros mais próximos ao Centro em 2022, na comparação com o ano anterior. São bairros que já costumam ter um valor alto do metro quadrado, como Pinheiros, e, com os recentes lançamentos, tiveram uma valorização ainda maior, acima da média da cidade“, afirma Oike.