Preços de diamante sobem com sanções a Rússia

A De Beers, maior fabricante de diamantes do mundo, reajustou os preços de suas menores pedras em meio a uma escassez global do produto.

Segundo negociadores, os valores subiram entre 5% e 7% no último pregão semanal do conglomerado em Botsuana, na África. E, ainda assim, a procura foi alta.

Os preços das menores gemas, muito usadas nos anéis do tipo solitário, dispararam e há uma escassez global do produto após as sanções americanas a Alrosa, empresa russa que responde por um terço da produção dessas pedras de menor quilate.

A De Beers produz pouco desse tipo de gema na qual a Alrosa se especializou e que é sucesso de vendas em varejistas americanas como Walmart e Costco.

Os preços dos diamantes já vinham em alta desde 2021, com a demanda voltando a crescer após meses de vendas fracas por causa da pandemia. Mas, até então, os reajustes se concentravam em pedras mais pesadas.

As altas de preços, agora, chegam às gemas de menor valor. As sanções ocidentais à Rússia, por causa da guerra na Ucrânia, afetam a indústria e mesmo a Índia, que mantém relações comerciais com o país e é um importante comprador de diamantes, encontra dificuldades de fazer suas encomendas da Alrosa diante das resistências de bancos, seguradoras e empresas de frete em operarem com empresas russas.

Grandes joalherias americanas como a Tiffany já anunciaram que não vão comprar mais diamantes russos. Mas Índia, China e países do Oriente Médio não adotaram nenhum tipo de restrição ao produto.

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