Preços do feijão e do leite disparam nos mercados do Rio. Veja o motivo

Letycia Cardoso
·2 minuto de leitura
Com pouca oferta, feijão fica mais caro nos mercados
Com pouca oferta, feijão fica mais caro nos mercados

As pessoas que fazem compras em busca de economizar já perceberam a alta nos preços do feijão e do leite nas prateleiras dos mercados. No site da rede Extra, por exemplo, o quilo do feijão preto era vendido nesta sexta-feira (22) por até R$ 6,99 e o do carioca, a R$ 8,99. Já o litro de leite longa vida integral era encontrado por até R$ 4,99. Na rede Hortifruti, o valor do feijão preto variava entre R$ 6,99 e R$ 12,49, a depender da marca, enquanto o leite integral era vendido por até R$ 7,29. E no Carrefour, o quilo do grão era comercializado a preços que iam até R$ 7,19.

Apesar do cenário de pandemia de coronavírus impactar negativamente a economia, esse não é o motivo da alta expressiva nos valores dos itens básicos da alimentação do brasileiro. De acordo com o presidente da Bolsa de Gêneros Alimentícios do Rio de Janeiro (BGA), Humberto Margon, as principais razões para a elevação nos valores são a alta do dólar e a baixa oferta.

— Em primeiro lugar, isso é uma questão sazonal. A maioria do nosso feijão vem do Sul do país. Com a seca e as geadas, a produção caiu muito e a demanda tem sido um pouco maior que o normal nesse período — explica: — nas estações de outono e inverno é comum os pastos secarem e, por consequência, a produção leiteira diminuir.

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Margon explica que o dólar também impacta no preço dos alimentos porque é responsável por regular os valores de commodities:

— Uma parte do nosso feijão vem da Argentina e é vendido segundo a cotação do dólar do dia. E nós vimos o dólar ultrapassar R$ 5,80 — completa: — E, sem pasto, os produtores precisam alimentar o gado com ração à base de soja, que também está cara por causa do dólar. Tudo influencia.

O especialista em varejo, Marco Quintarelli, destaca que outros produtos também vão sofrer alta por serem compostos com itens regulados pelo dólar.

— A farinha de trigo também tem o preço impactado e, por consequência, irá provocar alta no pãozinho francês. Os mercados tentam segurar os repasses, reduzindo a margem de lucro, mas alguma coisa ainda vai chegar ao consumidor final!