'Preciso de respostas': pai de Henry cria conta em rede social para homenagear o menino, morto na Barra

Paolla Serra
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RIO — Avesso às redes sociais desde o casamento com a professora Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida, em dezembro de 2012, o engenheiro Leniel Borel de Almeida resolveu criar um perfil para homenagear o filho, Henry Borel Medeiros, de 4 anos, morto na madrugada do dia 8 de março. Na conta no Instagram, ele tem publicado fotos e mensagens para o menino. A página já coleciona mais de mil seguidores.

"Henry era perfeito. As palavras são poucas para definir meu filho. É muito para um pai receber um laudo do IML como esse. Só quero saber o que houve com ele", escreveu, emocionado, fazendo referência ao documento de necropsia, que mostra que a causa da morte da criança foi hemorragia interna e laceração hepática, provocada por ação contundente.

Até julho do ano passado, Henry morava com os pais em uma cobertura no Recreio, na Zona Oeste do Rio. De acordo com o depoimento prestado por Monique na 16ª DP (Barra da Tijuca), que investiga o caso, com o término do casamento, ela foi com o menino para a casa da família, em Bangu, na mesma região. Em agosto, a professora conheceu o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), durante almoço em um shopping na Barra.

Ainda segundo Monique, os dois começaram a namorar e, dois meses depois, foram morar juntos, em um apartamento no condomínio Cidade Jardim, também na Zona Oeste. Foi em um quarto no imóvel que a professora diz ter encontrado o filho no chão, por volta de 3h30m do dia 8. Ela contou que ele estava com mãos e pés gelados, olhos revirados e não respondeu ao seu chamado. Monique afirmou acreditar que ele possa ter acordado, ficado em pé sobre a cama, desequilibrado-se ou até tropeçado no encosto da poltrona e caído no chão.

A criança foi levada pelo casal ao Hospital Barra D'or, onde foi morreu às 5h42m. Peritos ouvidos pelo GLOBO garantem que as lesões atestadas pelo IML, como equimoses, hematomas, edemas e contusões, não são compatíveis com um acidente doméstico.

Para Leniel, sua única meta de vida desde então é "descobrir a verdade".

"Preciso de respostas para prosseguir", resume o engenheiro.