RJ: Dias após tragédia em Rio das Pedras, moradores deixam prédios na Muzema após estalos serem ouvidos

Oito prédios da Muzema, no Rio de Janeiro, são esvaziados após estalos - Foto: Reprodução/TV Globo
Oito prédios da Muzema, no Rio de Janeiro, são esvaziados após estalos - Foto: Reprodução/TV Globo
  • Moradores da comunidade de Muzema tiveram que abandonar suas casas após ouvirem estalos

  • Imóveis do entorno também foram esvaziados e não há registro de feridos

  • No início do mês, também no RJ, pai e filha morreram em um desabamento de imóvel irregular em outra comunidade na Zona Norte

Moradores de oito prédios na Muzema, na Zona Oeste do Rio, tiveram que deixar suas casas às pressas, nas primeiras horas desta segunda-feira (14), após estalos serem ouvidos. Eles perceberam rachaduras nas construções. Os imóveis do entorno também foram esvaziados. As informações são do jornal "O Globo". 

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De acordo com o veículo, os edifícios ficam na Estrada de Jacarepaguá 115. O Centro de Operações Rio (COR) informou que a via está interditada para a atuação de equipes do Corpo de Bombeiros. Estão atuando no local também agentes da Guarda Municipal, da Defesa Civil e da CET-Rio.

Foi na comunidade da Muzema que 24 pessoas morreram em 2019 quando um outro grande desabamento de residências ocorreu. As construções eram irregulares e chegaram a ser interditadas duas vezes. A região é conhecida pelo intensa presença da milícia. 

Em junho, RJ já teve tragédia com desabamento

No último dia 3, um prédio na Rua das Uvas, em Rio das Pedras, desabou matando Natan Gomes, de 30 anos, e a filha, Maitê Gomes Abreu, de 2 anos e 8 meses de idade. A esposa de Gomes, Kiara Abreu, de 26 anos, foi retirada dos escombros e permanece hospitalizada. Outras três vítimas também foram retiradas com vida dos escombros.

A Polícia Civil montou uma força-tarefa para investigar o caso, integrada pelas delegacias distritais e especializadas 16ª DP (Barra da Tijuca), 32ª DP (Taquara), Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) e Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco).

O imóvel foi construído entre 2006 a 2014 por Genivan Gomes, pai de Natan, e tinha situação irregular.

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