Prefeito de Ouro Preto: Estudo feito há 15 anos mostrava que imóveis seriam atingidos

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Prefeito de Ouro Preto: estudo já indicava tragédia em imóveis históricos. (Foto: Reprodução/Twitter)
Prefeito de Ouro Preto: estudo já indicava tragédia em imóveis históricos. (Foto: Reprodução/Twitter)
  • Parte do Morro da Forca desmoronou na manhã de hoje

  • Não há registro de feridos

  • Centro da cidade está sem energia elétrica e circulação de veículos bloqueada

O prefeito de Ouro Preto (MG), Angelo Oswaldo (PV), afirmou nesta quinta-feira (13) que um estudo feito há 15 anos já indicava que caso houvesse um desmoronamento do Morro da Forca, os imóveis atingidos seriam exatamente os que foram destruídos hoje.

Nesta manhã, um deslizamento de terra destruiu um casarão do século XVIII da Prefeitura do município e um depósito na cidade.

O acidente ocorreu no Morro da Forca, localizado no centro histórico. Segundo informações do Corpo de Bombeiros da cidade, não há vítimas.

Em entrevista à CNN, o prefeito Angelo Oswaldo disse que, por conta do levantamento feito há mais de uma década, a área já havia sido interditada.

"Havia um cálculo que, havendo deslizamento, [mostrava] quais seriam os imóveis atingidos, e foram exatamente aqueles previstos", contou.

"Temos possibilidade de deslizamento em vários setores da cidade. Temos sempre muito cuidado. Tanto que a Defesa Civil já havia interditado a área ontem para pedestres com receio de que houvesse algum desmoronamento."

No momento, falou, o centro da cidade está sem energia elétrica e a circulação de veículos está bloqueada.

"Mas em breve vamos restabelecer a normalidade no centro de Ouro Preto", afirmou.

Imagens que circulam nas redes sociais, flagraram o momento exato do deslizamento. Ainda nos vídeos é possível perceber que o local já estava isolado e as pessoas que estavam nas proximidades do deslizamento correm ao perceber o que estava acontecendo.

Verão polarizado

Seis estados do país somavam 108,9 mil pessoas desabrigadas e desalojadas em razão dos temporais até a noite da terça-feira, sem os dados desta manhã. Eram 45 mortos contando Minas Gerais, Bahia, Tocantins, Piauí e Maranhão, os mais atingidos.

Enquanto isso, uma seca assola a região Sul. Secretários de agricultura do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul pediram na semana passada ajuda ao Ministério da Agricultura para agilizar o pagamento do seguro agrícola e apoio na renegociação de dívidas de produtos rurais, prejudicados pela seca.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais informa que há possibilidade de novas inundações e deslizamentos de terra no Sudeste nesta quarta-feira, principalmente em Minas Gerais, na Região Serrana do Rio de Janeiro e no Centro-Sul do Espírito Santos. A partir de quinta, a tendência é que diminuía a chuva na região.

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