Prefeito Eduardo Paes e vereadores eleitos no Rio são diplomados pelo TRE-RJ

Lucas Altino
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Foto: Reprodução

Em cerimônia virtual, na manhã desta sexta-feira, dia 18, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) realizou a solenidade de diplomação dos 51 vereadores eleitos, além do prefeito eleito Eduardo Paes, e seu vice Nilton Caldeira. Em seu discurso, Paes afirmou que vai "governar para todos" e lutar por uma "cidade mais igual e menos preconceituosa". Apesar de abrir sua fala destacando a necessidade de combate ao Coronavírus, disse que as dificuldade do Rio não se limitam à crise sanitária, e citou problemas econômicos e de transporte público.

— A taxa de letalidade do Rio é o dobro de São Paulo. Se formos mais eficientes no combate a essa doença, ou nas ofertas ao tratamento, podemos salvar muitas vidas e evitar sofrimento de tantas famílias. Mas sabemos que as dificuldade não se limitam ao Coronavírus. Temos crise de mobilidade, crise de emprego, esvaziamento econômico da cidade — afirmou o prefeito eleito, que também repetiu o tom de discurso que vem adotando, de que sua gestão vai olhar para frente, sem lamentar os erros da administração atual.

No final da sua fala, Paes disse que vai lutar por uma "cidade mais igual, mais justa, menos preconceituosa".

— Cidade que foi sempre marcada por não ter preconceitos contra cor, credo, orientação sexual. Rio merece ser vanguarda e exemplo para um Brasil melhor. Mesmo quem não votou em mim pode confiar que vamos governar para todos — afirma o prefeito eleito.

O vereador responsável pelo discurso na solenidade foi Tarcisio Motta (PSOL), o mais votado nas últimas eleições. Numa fala mais longa que a de Eduardo Paes, o parlamentar propôs uma reflexão aos colegas sobre como cada um deseja contribuir para a construção de uma cidade melhor, e que as diferenças de ideias e visão de mundo entre os vereadores seja sinal de respeito e fortalecimento da democracia e não propagação de ódio entre os pares.

O vereador ainda fez homenagens especiais a Fernando William (PDT), vereador que não foi reeleito mas está internado, em situação delicada, com Coronavírus, e a Marielle Franco, sua amiga e ex-colega de bancada.

— Há 4 anos, minha amiga Marielle era diplomada, e tinha sonhos muito semelhantes aos meus. Um ano e 3 meses depois, ela foi brutalmente assassinada, no exercício de seu mandato. Parentes, inclusive sua companheira (Monica Benicio) que hoje recebe o mesmo diploma de quatro anos atrás, e amigos seguem tristes e indignados com o que aconteceu naquele 14 março de 2018. Aquilo não pode ser esquecido, nem normalizado. O Estado tem que dar respostas sobre quem mandou matar uma vereadora eleita, para que isso nunca mais aconteça — diz William.