Prefeito de Florianópolis é reeleito no 1º turno

Guilherme Caetano
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Divulgação/Gean Loureiro / Divulgação
Divulgação/Gean Loureiro / Divulgação

SÃO PAULO — Com 100% das urnas apuradas, o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (DEM), foi reeleito com 53,46% dos votos.

Em seguida aparecem Professor Elson (PSOL), com 18,13%, Pedrão (PL), com 14,21%, e Angela Amin (PP), com 7,42%.

Atrás vêm Alexander Brasil (PRTB), com 2,96%, Orlando (Novo), com 2,63%, Dr. Ricardo (Solidariedade), com 0,51%, Helio Barros (Patriota), com 0,48%, Gabriela Santetti (PSTU), com 0,16% e Jair Fernandes (PCO), com 0,04%.

Em meio à pandemia, a capital catarinense teve 28,65% de abstenção nas urnas, bem acima dos 12,25% registrados na última eleição municipal, em 2016.

Loureiro enfrentou uma acusação de estupro, feita por uma ex-funcionária, ao longo da campanha. O caso, no entanto, não abalou sua campanha. Na pesquisa Ibope divulgada quatro dias depois, ele saltou de 44% de intenções de voto para 58%.

A servidora Rosana Ferrari, que concorre a uma vaga de vereadora pelo DEM, partido de Loureiro, registrou um boletim de ocorrência no qual acusa o prefeito de ter praticado sexo com ela em duas ocasiões, enquanto ela trabalhava na Secretaria Municipal de Turismo, entre 2017 e 2019.

Casado e com filhos, Gean Loureiro gravou um vídeo, no dia seguinte, dizendo-se "vítima de uma armação eleitoral". Ele assumiu a existência da relação sexual, a que descreve como consensual, e afirmou não se orgulhar da traição, "um assunto doloroso que eu e minha esposa vínhamos tratando dentro das quatro paredes da nossa casa".

Concorrentes de Loureiro na disputa tentaram não usar a acusação como munição eleitoral, embora previssem que o caso tinha potencial para prejudicar a dianteira do prefeito nas pesquisas, o que não se confirmou.

Mesmo adversários atribuem à gestão do prefeito no combate à pandemia o principal fator de aprovação da população florianopolitana. Ele contraiu a Covid-19 em outubro, mas se recuperou.

Eleito pelo MDB, Loureiro rompeu com sigla em 2019 para se afastar dos escândalos de corrupção, mas chegou a ser preso temporariamente no mês seguinte numa operação da Polícia Federal que investigava uma organização criminosa.

Fruto de uma longa negociação entre oito legendas, a megacoalizão de esquerda, liderada pelo PSOL de Professor Elson, naufragou. Seu partido se aliou ao PT, que tem a vice, PSB, PDT, PCdoB e a novata UP, além de contar com o apoio informal de PCB e Rede.

Angela Amin, que se moveu para angariar o voto bolsonarista na cidade, falhou na sua tentativa de se eleger mais uma vez para o cargo. Ela foi prefeita entre 1997 e 2004. Ela disputou o eleitorado conservador com Alexander Brasil, apoiador de Bolsonaro.