Prefeito de Guarulhos pede fechamento do aeroporto de Cumbica por 15 dias

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***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 11.11.2020 - Retrato do prefeito e candidato à reeleição em Guarulhos, Gustavo Henric Costa (PSD), conhecido como Guti. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 11.11.2020 - Retrato do prefeito e candidato à reeleição em Guarulhos, Gustavo Henric Costa (PSD), conhecido como Guti. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa (PSD), o Guti, pediu ao governo federal que feche o aeroporto de Cumbica, o maior do país, por 15 dias.

Esse foi um dos dois pedidos feitos por meio de ofícios enviados aos ministérios da Defesa, Casa Civil, Saúde e Infraestrutura. Além do fechamento temporário que tem como objeetivo evitar que passageiros contaminados e vindos do exterior venham a propagar novas cepas de Covid-19, um outro documento propõe um plano de vacinação para todos os moradores acima de 18 anos da cidade. Para isso, serão necessárias 2 milhões de doses.

A reportagem teve acesso aos ofícios, datados do dia 26 de maio, última quarta-feira. No primeiro, o prefeito relata a falta de efetividade do controle sanitário dos voos comerciais que chegam ao aeroporto diariamente e pede fechmento do espaço áereo apenas para passageiros.

"Como a variante indiana já está presente em mais de 50 países, não havendo a possibilidade de ter uma barreira mais rígida, então que se feche o espaço aéreo exclusivamente para passageiros estrangeiros por 15 dias. A entrada de cargas, principalmente insumos farmacêuticos, não seria afetada. Neste período, poderíamos nos preparar melhor e evitar que essa nova variante se espalhe tanto dentro de Guarulhos como para outras cidades da região ou dos demais estados brasileiros", disse o prefeito em entrevista à reportagem.

Guti também afirmou que espera uma decisão rápida. "Não há muito tempo para se esperar. Estamos aguardando um posicionamento oficial dos órgãos competentes", disse.

Caso o governo federal recuse o pedido de fechar o espaço aéreo para passageiros, a prefeitura solicitou, no mesmo ofício, um novo protocolo que venha a fortalecer a barreira sanitária. "Estipulando como regra um espaço físico específico no aeroporto para a permanência destes passageiros até o efetivo deslocamento para cumprimento da quarentena", informa trecho do documento.

Já no segundo ofício, Guti solicita um total de 2 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 para imunizar toda a população de Guarulhos. O prefeito justifica que o município tem cerca de 1,4 milhões de habitantes e, até o momento do envio do ofício, haviam sido aplicadas 311.175 doses, sendo 203.269 de primeira dose e 107.906 da dose de reforço.

"Solicitamos a imunização de toda a população de Guarulhos, de modo a criar uma barreira no entorno do aeroporto, que é a principal porta de entrada do Brasil. Com isso, dentro de 30 a 45 dias, a cidade toda estaria imunizada", afirma Guti.

A vacinação dos funcionários do aeroporto teve início nesta sexta-feira (28). O prefeito disse que recebeu doses insuficientes para todo o público-alvo. Seriam necessárias 16 mil e foram enviadas apenas 11 mil. Com isso, ele disse que fez um remanejamento de 5 mil doses que já enviadas ao município. "Solicitamos a reposição dessas 5 mil e mais 10 mil para conseguir imunizar todos aqueles que trabalham no sítio aeroportuário, como funcionários das lojas e restaurantes do aeroporto, por exemplo", diz.

A Gru Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, disse que, a princípio, o fechamento do aeroporto não será feito, já que o assunto não estava em pauta.

À reportagem, o Ministério da Defesa confirmou o recebimento dos ofícios, mas destacou que a medida é um ato conjunto de diversos ministérios, e que a demanda seria direcionada à Casa Civil. Por sua vez, a Casa Civil informou que não havia sido notificada sobre o documento.

À reportagem, o Ministério da Saúde confirmou ter recebido o ofício, porém, quem trataria do assunto seria a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Por sua vez, a Anvisa informou não ter competência legal para restringir a malha aérea. Até a publicação desta reportagem, o Ministério da Infraestrutura não se manifestou.