Prefeito de Hortolândia (SP) morre por Covid-19 após dois meses na UTI

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O prefeito de Hortolândia (SP), Ângelo Perugini (PSD), morreu nesta quinta-feira (1) em decorrência do novo coronavírus. A informação foi confirmada pela reportagem com a prefeitura do município do interior paulista. Perugini estava internado em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em um hospital na capital havia cerca de dois meses, desde o dia 3 de fevereiro. Com 65 anos, o prefeito completaria 66 na próxima terça-feira (6). "Seu carisma e sua fé serão sempre lembrados, com carinho, pelos amigos que fez ao longo da jornada", disse, em nota, a Prefeitura de Hortolândia, que decretou luto oficial de sete dias. Nesta quinta pela manhã, antes de morrer em decorrência da Covid-19, Perugini apresentou um "significativo agravamento no quadro clínico", segundo nota oficial divulgada pela prefeitura. "Algumas das funções cerebrais podem ter sido afetadas. Vários exames estão sendo realizados para saber o real impacto na sua recuperação", dizia a nota divulgada pelo Executivo municipal. Natural de Jacutinga (MG), Perugini foi eleito prefeito de Hortolândia em quatro ocasiões: em 2004 e em 2008, pelo PT; em 2016, pelo PDT; e, pela última vez, em 2020, pelo PSD. No ano passado, Perugini venceu a eleição para a prefeitura ainda em primeiro turno, com 52% dos votos válidos. Como estava internado, quem estava governando Hortolândia era o vice-prefeito, Zezé (PL), que assume a prefeitura em definitivo a partir de agora. Além de governar Hortolândia, Perugini também foi coordenador da Secretaria do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em São Paulo na década de 1980 e eleito deputado estadual pelo PT em 2014. No início da tarde hoje, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), lamentou a morte de Perugini. "Sua colaboração para a emancipação do município e desenvolvimento da região é um legado muito importante", disse. Ex-presidente do PT, Rui Falcão (SP) também lamentou a morte de Perugini, a quem chamou de "grande amigo". "Forte combatente na luta por justiça social. Companheiro coerente, justo e verdadeiro", afirmou. João Pedro Stédile, um dos coordenadores nacionais do MST, disse estar "muito dolorido" com a morte do ex-colega de movimento, chamando-o de "militante histórico".