Prefeito Marcelo Crivella é preso no Rio em operação contra o 'QG da Propina'

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Rio de Janeiro's Mayor, Marcelo Crivella attend a ceremony at the Federation of Industries of Rio de Janeiro (FIRJAN) headquarters in Rio de Janeiro on May 20, 2019. (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP)        (Photo credit should read MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)
Rio de Janeiro's Mayor, Marcelo Crivella attend a ceremony at the Federation of Industries of Rio de Janeiro (FIRJAN) headquarters in Rio de Janeiro on May 20, 2019. (Photo by MAURO PIMENTEL / AFP) (Photo credit should read MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

A três dias dias do Natal, foi preso na manhã desta terça-feira o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Bezerra Crivella (Republicanos). O político era investigado em um inquérito que ficou conhecido como o “QG da Propina” - um esquema de corrupção que acontecia dentro da prefeitura.

Além de Crivella foi preso Rafael Alves, homem de confiança do prefeito e apontado como operador do esquema, o vereador Fernando Moraes, e o ex-senador Eduardo Benedito Lopes na ação que é comandada pela Coordenadoria de Investigação de Agentes com Foro (CIAF) e pelo Ministério Público estadual.

Era pouco antes das 6h quando os investigadores chegaram na caso de Crivella, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Quatro carros com policiais e promotores pararam no local.

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Revelada com exclusividade pelo GLOBO em dezembro, a investigação 'QG da Propina', que mira no governo Crivella, está baseada na colaboração premiada do doleiro Sérgio Mizrahy, preso pela operação Câmbio, Desligo no ano passado.

Na delação, homologada pelo Tribunal de Justiça do Rio, Mizrahy se referiu a um “QG da propina” dentro da Riotur e apontou Rafael Alves, homem de confiança do prefeito, como operador do suposto esquema.

O doleiro afirmou na delação que Rafael Alves se tornou um dos homens de confiança de Crivella ao articular doações para sua campanha eleitoral de 2016. Ele ainda contou que Alves emplacou o irmão na presidência da Riotur e viabilizou “a contratação de empresas para a prefeitura e o recebimento de faturas antigas em aberto, deixadas na gestão do antigo prefeito Eduardo Paes, tudo em troca de pagamentos de propina”.

Aos promotores, Mizrahy disse que recebia semanalmente de Rafael cheques de prestadores de serviço da prefeitura. O doleiro contou que um deles era uma propina da empresa Locanty, que faz serviços de limpeza, coleta de lixo e locação de veículos. Embora não tenha contratos na gestão Crivella, a companhia cobra dívidas deixadas pela administração anterior.

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