Prefeito de Nova York preocupado com doença infantil vinculada à COVID-19

(ARQUIVO)Foto de arquivo tirada em 05 de abril de 2020, do prefeito de Nova York, Bill de Blasio. Em 20 de maio, ele expressou preocupação com um aumento nos casos de uma síndrome pediátrica que pode estar ligada à COVID-19.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, expressou neste domingo "uma séria preocupação" com o aumento de uma síndrome que afeta crianças que os cientistas acreditam estar ligada ao novo coronavírus.

Segundo De Blasio, 38 casos de inflamação pediátrica foram detectados em Nova York, a cidade dos EUA mais afetada pela COVID-19, e nove outros casos ainda estão sendo estudados.

Três mortes relacionadas a essa síndrome foram registradas no estado de Nova York, incluindo uma na capital financeira dos EUA, explicou o governador Andrew Cuomo no fim de semana. Uma das vítimas tinha 5 anos.

Os sintomas são febre, erupção cutânea, dor abdominal e vômitos.

"O que faz, basicamente, é desencadear uma resposta intensa do sistema imunológico da criança. E isso machuca o corpo", disse De Blasio.

Ele também afirmou que todas as crianças com esses sintomas serão testadas para COVID-19 e anticorpos.

Até o momento, 47% dos casos confirmados testaram positivo para o novo coronavírus e 81% para seus anticorpos, o que significa que eles foram infectados em algum momento desde o início da epidemia.

O governador Cuomo disse que pelo menos 73 crianças no estado de Nova York desenvolveram essa doença, semelhante à doença de Kawasaki.

Descrita pela primeira vez em 1967 no Japão, a doença de Kawasaki afeta principalmente crianças pequenas. Sua origem não é conhecida com precisão e pode combinar fatores infecciosos, genéticos e imunológicos.

Antes do aparecimento desses casos, pensava-se que, apenas excepcionalmente, a COVID-19 atingia as crianças de forma grave.