Prefeito de Roma deixa cargo e acusa premiê de apunhá-lo pelas costas

Marino concede entrevista em Roma. 20/10/2015. REUTERS/Yara Nardi

Por Philip Pullella ROMA (Reuters) - O prefeito de Roma, Ignazio Marino, foi deposto do cargo na noite desta sexta-feira e acusou o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, de apunhalá-lo pelas costas depois de um drama político de semanas que prendeu a atenção do país. O governo de Marino de mais de dois anos chegou a um estrondoso fim nesta sexta quando todos os 26 conselheiros municipais renunciaram. Marino foi atingido por um escândalo de gastos e entregou sua renúncia pela primeira vez há três semanas, pressionado por Renzi, o que causou tensões no Partido Democrático (PD), a qual ambos pertencem. Ele nega qualquer irregularidade. Na quinta-feira ele exerceu seu direito previsto em lei de desistir da renúncia em 20 dias e prometeu defender seu histórico. Mas a decisão gerou consequências negativas para ele, com a renúncia em massa, incluindo de 19 conselheiros do PD. Em declarações dadas na prefeitura, somente a alguns quarteirões do local onde o imperador romano Júlio César teria sido apunhalado por conspiradores, usou uma linguagem shakesperiana para falar de sua sorte. "Aqueles que me apunhalaram têm 26 nomes e eles têm um instigador", disse ele se referindo aos conselheiros e a Renzi, que também nesta sexta reclamou que Marino perdeu contato com o povo. O agora ex-prefeito, por sua vez, disse durante uma barulhenta entrevista coletiva que os conselheiros mostraram "total falta de respeito com os cidadãos" que o elegeram. (Reportagem adicional de Gavin Jones)

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos